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A Europa que atualmente está a ser tão maltratada. A Europa que é a construção política mais extraordinária desde a democracia grega. A Europa que os cidadãos, por falta de perspetiva histórica, teimam em desprezar. A Europa que foi a única forma de este continente conseguir viver em paz (e não todo, ainda). A Europa que nos une com todas as enriquecedoras diferenças que temos. Essa Europa, aquela que não é só economia, venceu hoje o prémio Nobel da Paz. E, de facto, poucas instituições alguma vez terão feito ou farão tanto por ela.

 

Parabéns União Europeia e obrigado!

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1 comentário

De João a 13.10.2012 às 03:20

Bem, após ler os comentários aqui erigidos, tenho também de manifestar a minha opinião, acerca de um tema que é importante, a meu ver.

A UE, independentemente de todos os erros e mais alguns que eventualmente foram cometidos, é, como o autor do blog disse, uma construção política absolutamente sensacional. Penso que as uniões, normalmente, fazem-se apenas por duas razões. Vantagens económicas e vantagens bélicas. A UE, até ver, não se aliou por razões de segurança ou defesa, daí que, a única vantagem possível de oferecer, é a vantagem económica. E neste capítulo estamos a falar de grandes vantagens para países subdesenvolvidos que puderam evoluir de forma rápida e exponencial dependendo das suas apostas. Se a Irlanda (até há pouco tempo, exemplo muito utilizado pelos portugueses para diminuir Portugal, agora convenientemente esquecido) apostou na educação recolhendo, alguns louros disso apenas no Séc XXI, Portugal apostou nas vias de comunicação conseguindo lucrar com isso logo nos anos 1990 com a proliferação e manutenção da indústria existente e que, nos levou a tempo de vacas gordas nos finais de 90 inícios de 2000. Nessa altura a Europa era perfeita. Porque a UE não proibiu ninguém de contrair dívidas a torto e a direito, aliás, actuando na preservação da liberdade de cada um. Só que, infelizmente, agora chegou o tempo de pagar aquilo que gastamos a mais. E agora a UE é uma miséria que, ai ui, é controlada pelo eixo germânico /francês. Se o é, é porque simplesmente, a França e a Alemanha nunca se iriam unir para simplesmente fazer intercâmbio da sua cultura. Uniram-se apenas e só por vantagens económicas (recordando que a "inimizade" destes dois países remonta à antiguidade).

Assim sendo, devemos reconhecer. Os alemães trabalham mais e melhor. São mais eficientes. Não são tão gastadores. Enfim, é a cultura deles, ao passo que o português trabalha pouco e mal e o espanhol faz sestas depois do almoço, enquanto alguns gregos apenas trabalha quatro dias por semana. E podemos agora condenar os alemães pela "ditadura" da economia? A economia é regida por quem a faz mover, resumindo de forma bastante sucinta. Se eu tenho dinheiro e empresto ao Pedro através de um contrato assinado e validado, obviamente tenho uma vantagem e tenho direito de exigir algumas coisas, nomeadamente, o cumprimento da obrigação que ele contraiu comigo. Acho que isto é lógico.

E temos de perceber o seguinte, a Alemanha não tem de compreender o nosso estilo de vida mais "gastador" por assim dizer. Trata-se muitas vezes de uma situação paralela ao desporto de equipa. O melhor jogador da equipa exige que os outros se empenhem tanto como ele.

O Euro é algo de extraordinário porque trata-se de países a abdicarem de algo que é parte da sua nacionalidade. A moeda sempre foi parte importante da nacionalidade e os países desistiram dela em favor dessa economia comum, que exige a todos mais esforço porque Portugal deixou de competir com a Grécia e os países da antiga União Soviética e passou a ser um jogador da Europa a competir com as grandes economias. E obviamente a exigência é diferente.

É claro que poderíamos discorrer sobre todos os erros cometidos no projecto europeu, erros esses perfeitamente naturais. Só que agora não se trata de um império unido à força da espada ou das armas e canhões. É uma união, totalmente voluntária, de países em prol do desenvolvimento económico acima de tudo o resto. Há muitas outras vantagens certamente. Com o livre trânsito tudo o que é cultura é mais acessível. Podemos comprar livros (ou outra coisa qualquer) em França sem ter de passar na alfândega para verificação. São as consequências boas. Mas não há nada perfeito.

Portugal, e principalmente os portugueses, têm de repensar o seu modo de vida. Agora não dá para comprar gadgets a toda a hora, não dá para comprar carro todos os anos, não dá para comprar casa do pé para a mão. Temos de nos habituar e adaptar.

Finalmente, quanto à solução federativa, talvez seja a única, mas talvez seja também aquela que mais argumentos irá dar aos nacionalistas. O ideal era que os povos (e não os políticos) percebessem a mudança e agissem em conformidade, alterando os seus hábitos e trabalhando de forma mais eficaz.

Desculpem lá o testamento :)

Cumprimentos

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