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Terminei a leitura da Fenda com a mesma sensação que tinha antes de a iniciar, ou seja, “não conheço esta escritora, preciso de ler algo dela”. O erro é capaz de ter sido meu, este não deve ser um bom livro para conhecer uma autora que já ganhou tantos prémios e que se destaca por uma obra tão diversa e abundante.

Pronto, resta-me continuar a procurar um livro de Doris que me permita conhecê-la; o “Amar de novo” tem-me chamado a atenção, acho que vou apostar nesse.

Claro que esta opinião que estou a ter, não pode deixar de estar ligada ao Nobel ganho pela escritora. É que a Fenda não me parece um livro de autor de Nobel. Não é que esteja desprovido de interesse; não é que não seja uma metáfora poderosa; não é que não invoque sensações que eu não tinha desde que li Golding e o seu “Deus das Moscas”. Porém, nada disto é escrito de forma impressionante ou que nos toque de forma invulgar. Percebo que Doris seja (também) uma escritora de ficção científica, este livro podia ser um desse género. Creio é qu,e para esta história, isso não torna a leitura agradável.

Há aspectos muito interessantes nesta obra. Desde logo, o narrador ser um romano (sim, do império) que analisa textos históricos. No fundo, A Fenda é um romance histórico sobre uma teoria que avança os homens como descendentes da mulher (chega-se a pensar que faz um certo sentido, é esse o poder do feminismo de Doris). Curioso é que o próprio contar da história seja também um romance histórico sobre o Império Romano. No início do livro, quando nada disto é ainda claro, quase que nos sentimos historiadores a pesquisar documentos.

Efeitos interessantes à parte, é um livro eficaz. No entanto, não é empolgante, não é envolvente e, apesar de valer a pena ser lido, não creio que acrescente muito.

 

Mas hei-de continuar a dar notícias sobre a minha incursão no mundo de Doris Lessing.

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