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"(...)

Não seria mais simples, nestas circunstâncias,

que o governo dissolvesse o povo

e elegesse outro?"

 

Brecht 

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Mais um...

14.11.12

Não quero transformar o pedrices num blog de más notícias mas parece que há mais uma. Agora foi Kertész que anunciou que deixará de escrever. O motivo: "Já não quero escrever. A obra que está tão relacionada com o Holocausto está concluída para mim".

Ainda não li nenhum dos seus livros. Talvez porque ainda não me recompus de quase tudo o que li sobre o Holocausto e que me deixa sempre num estado de perplexidade e sofrimento que não são fáceis. Mas claro que o farei.


Fonte: http://www.publico.pt/Cultura/nobel-da-literatura-imre-kertesz-deixa-de-escreve-1572458

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Acho que tão depressa não consigo voltar a ler Lobo Antunes. Sinceramente, enjoei.... 


Mas quando voltar, há de ser O Arquipélago da Insónia, que começa com esta frase, que há anos me vem à cabeça recorrentemente. Sei lá eu porquê...



De onde me virá a impressão que na casa, apesar de igual, quase tudo lhe falta?


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90 anos

13.11.12

Está quase...

 

http://90anos.josesaramago.org/

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Há momentos fantásticos neste livro, pois claro. Mas o melhor foi ter-me lembrado de ir ver o site.

E, assim de repente, há duas entrevistas a duas grandes figuras. Ainda não li, mas há momentos em que se assina em branco.

 

Entrevista a George Steiner

http://www.theparisreview.org/interviews/1506/the-art-of-criticism-no-2-george-steiner

 

Entrevista a Susan Sontag

http://www.theparisreview.org/interviews/1505/the-art-of-fiction-no-143-susan-sontag

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Ainda Roth

12.11.12

Ontem esqueci-me do link. E fica-me mal dar notícias sem dizer a fonte:

 

http://www.lesinrocks.com/2012/10/07/livres/philip-roth-nemesis-sera-mon-dernier-livre-11310126/

 

Mais propriamente:

 

Avez-vous toujours le désir d’écrire ?

Non. D’ailleurs, je n’ai pas l’intention d’écrire dans les dix prochaines années. Pour tout vous avouer, j’en ai fini. Némésis sera mon dernier livre. Regardez E. M. Forster, il a arrêté d’écrire de la fiction vers l’âge de 40 ans. Et moi qui enchaînais livre sur livre, je n’ai rien écrit depuis trois ans. J’ai préféré travailler à mes archives pour les remettre à mon biographe. Je lui ai remis des milliers de pages qui sont comme des mémoires mais pas littéraires, pas publiables tels quelles. Je ne veux pas écrire mes mémoires, mais j’ai voulu que mon biographe ait de la matière pour son livre avant ma mort. Si je meurs sans rien lui laisser, par quoi commencera-t-il ?

 

Ainda tem o desejo de escrever?

Não. Para além disso, eu não tenho intenção nehuma de escrever nos próximos dez anos. Para ser sincero, acabei o que tinha para fazer. Nemésis será o meu último livro. Veja-se o caso de E. M. Forster, ele deixou de escrever ficção por volta dos 40 anos. E eu que continuava a lançar livros atrás de livors, não escrevo  nada há 3 anos. Prefeir trabalhar nos meus arquivos para os confiar ao meu biógrafo. Enviei-lhe milhares de páginas que são como memórias, mas não literárias, não publicáveis enquanto tal. Eu não quero escrever memórias, mas quis que o meu biógrafo tivesse material para o seu livro depois da minha morte. Se eu morresse sem lhe deixar nada, por onde começaria ele?

(a tradução é minha)

 

Tendo em conta o exemplo do Forster, que ainda por cima nos deixou tão poucos livros, até foi uma sorte que ele tenha escrito tantos....

 

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"I'm Done"

11.11.12

Philip Roth anunciou que não vai escrever mais nenhum livro. Felizmente deixa-nos uma obra extraordinária. E eu ainda tenho muitos livros dele para ler.

 

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Não se percebe bem se isto é uma novela ou um romance. Meçam e decidam. O que interessa é que são cerca de 90 páginas em tudo acontece (ou talvez quase nada aconteça) em apenas uma tarde. O narrador está de visita a uma amiga e, a certa altura, chega um estranho casal de irlandeses, os Cullen. Ela tem consigo um falcão. É pouco mais que isto, mas Wescott transforma esta visita numa janela para um desfile de subtileza e num jogo de camadas de significados e interpretações fascinante. O falcão, símbolo de tudo e, ao mesmo tempo, apenas um animal, vai servindo para dar um fio condutor a uma história daquelas em que me parece que cada leitor poderá falar de forma diferente, como se não se tratasse do mesmo livro. E conseguir isso em tão poucas páginas faz deste pequeno livro um livro enorme.

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Atenas é vista por muitos como uma cidade feia, caótica e suja. E é isso tudo. Mas também é muito mais. Aliás, Atenas é a grande surpresa da minha viagem à Grécia. Tudo o resto foi fantástico, tal como se previa. Muito melhor que as expetativas mas no sentido esperado, ou seja, positivo. No entanto, Atenas foi supreendente porque, apesar de ser verdade que é tudo menos uma cidade bonita, é um sítio incrível.

 

A primeira coisa que impressiona é, obviamente a Acrópole. É mesmo assim, só percebemos as coisas quando estamos junto a elas. Tantos mapas, fotografias, vídeos, e nunca tinha tido noção da forma absolutamente dominante da Acrópole sobre a cidade.Atenas é enorme, mas fica numa planície onde há montanhas à volta e um ou outro monte pelo meio. A Acrópole é como que o coração de tudo, parece que a cidade se organiza à volta dela e, ao que parece, são poucos os sítios da cidade de onde ela não se veja. Mas não é só a natureza que torna a Acrópole tão dominadora, é também o facto de os gregos não permitirem construção em altura que possa ser mais alta que a Acrópole. Por isso, o que vemos é o monte que domina a cidade, sem qualquer concorrente, a não ser outros montes.

Claro que é difícil estar ali sem querer, imediatamente, subir à Acrópole. Mas, antes disso, dei alguns passeios pela zona de Monastiraki. Esta praça é uma espécie de Rossio lá do sítio. Tem uma estação de comboio/metro (não percebi muito bem porque andei quase sempre a pé). E tem sempre uma quantidade absurda de gente. Para além disso, havia um palco e quase todos os dias alguém lá estava a cantar. Também vi uma peça de teatro de rua, e, muito perto dali, um outro palco, onde parecia estar a haver uma performance com leitura de textos (podia ser poesia, até... mas o grego não é fácil).

Toda a zona à volta da Acrópole está bastante desafogada. No fundo, é um enorme passeio urbano, com árvores e outros espaços verdes. Acho que nem sempre foi assim mas, como está, é um passeio único. Encontram-se esplanadas que são do tamanho de alguma praças portuguesas. Há sempre imensa gente em todo o lado, parecendo que a cidade nunca pára. É verdade que estou a falar da “Atenas turística” mas, para os propósitos deste texto, é sobre essa que interessa falar. De resto, saindo um pouco do centro, há mercados como nunca vi, a não ser em imagens de televisão na Turquia ou médio-oriente. Há gente de todo o mundo, em especial da Albânia, Afeganistão, Paquistão. Há cheiros incríveis (nem sempre agradáveis), frutos secos à venda em todo o lado em bancas (os pistachos são incríveis). 

Depois há a música. Um dia, ao passear à noite, entrei num jardim. E tive a sorte de ver/ouvir isto:

Não cheguei foi a saber quem são ou o que cantam.. Mas fiquei encantado.

 

Na manhã do segundo dia, fui à Acrópole. Não podia demorar mais. Aqui está um mapa do lado pelo qual entrei.

 Primeira paragem num "stoa" restaurado. Dá uma boa ideia de como eram os edifícios intactos.

Depois, o templo de Hefesto, um dos mais bem conservados que alguma vez vi. É quando se veem estes exemplos que se compreende melhor o que está em ruínas. E eu já tive a sorte de ver Paestum, em Itália (ponham no google imagens e vejam quão incrível é. Um dia devia escrever um post sobre isso…).

 Finalmente, lá em cima, a acrópole. Note-se que acrópole é a designação da zona. Várias cidades têm a sua acrópole. Dentro do recinto dela, aí sim, está o maravilhoso Parténon. Tudo o que eu possa dizer sobre ele é escasso. Há coisas que só se percebem ao vivo. E a beleza disto é uma delas.

 Ainda na acrópole, o templo onde estão as Cariátides

 E aproveitando a altitude, algumas imagens de Atenas. 

 Destaque para o edifício estranho que é o fantástico Museu da Acrópole. A parte de cima está desalinhada em relação ao resto para ser paralela ao próprio Parténon. O museu é incrível pela riqueza daquilo que conserva e pelo edifício em si. O diálogo entre o sítio real e o sítio conservado é extraordinariamente bem articulado pela utilização do vidro e pela disposição das peças. Um exemplo de respeito e veneração por aquilo que se pretende conservar/mostrar:

Saindo da Acrópole, encontramos, ali perto, o maior templo da Grécia, este dedicado a Zeus. As colunas são de facto espantosas e enormes. O facto de estar incompleto, e de ter uma coluna caída, torna ainda mais forte o sentimento de que se está a contemplar algo profundamente simbólico.

 Muito perto está o Arco de Adriano - Atenas está cheia de Adriano, e ele próprio não se considerou “educado” enquanto não estudou na cidade. De um lado do arco (da cidade mais antiga) está escrito algo como “esta é Atenas, a cidade de Teseu; do outro (da cidade mais moderna) "esta é Atenas, a cidade de Adriano, não de Teseu".

 O Museu Arqueológico Nacional tem uma coleção incrível, claro. Deixo aqui alguns dos elementos que mais me impressionaram.

E o destaque para uma estranha sala que expunha obras que foram retiradas do mar. Aqui podemos ver o efeito da água sobre a pedra, e o efeito de parte da estátua ter ficado enterrada:

O resto de Atenas é vivê-la. Andar pelas ruas, sentir a intensidade. Sempre pensei que seria uma cidade para ver uma vez na vida. Mas já ando a pensar em inclui-la numa próxima viagem à Grécia.

  

 

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Celebrate

07.11.12

"The best is yet to come"

Obama

 

Espero que consiga. Para tal, era preciso ganhar as eleições, e isso já está!

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