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Começa aqui a série de posts sobre as férias deste ano. Não sei se vou ser muito regular, nem se vou ser capaz de contar tudo. Mas o melhor é começar e se verá onde isto vai dar.

 

Lembrando o itinerário: Lisboa - Milão - Creta - Rodes - Atenas - Roma - Lisboa

 

A viagem começou onde a do ano passado, a primeira viagem à Grécia, acabou, ou seja, em Milão. O interesse de passar por lá é meramente logístico, pelo menos foi assim desta vez. No ano passado ainda fiquei dois ou três dias para ir ver os lagos. Mas o deslumbramento de ter estado na Grécia toldou-me os sentidos para apreciar verdadeiramente as paisagens que, devo dizer, são fabulosas.

 

Este ano voei para Milão como forma de chegar à Grécia (o controlo de custos leva-me a optar pela Easyjet e, no fundo, permite-me fazer escalas onde é possível ficar algum tempo e aproveitar o facto de lá estar). De qualquer forma, resolvemos que não fazia sentido continuar a passar por lá sem visitar a cidade. Eu adoro a Itália e já estive um pouco por todo o país, mas Milão - a cidade propriamente dita - foi a primeira vez. Queria muito ter ido ver a Última Ceia mas não se consegue marcar a não ser com muita antecedência e, para as datas em que fui, não havia vagas. Por isso, fui apenas ver a Catedral, tinha uma manhã lá e foi nisso que a usei.

 

A Catedral de Milão não impressiona grandemente. Eu sei que é injusto mas, quando penso em catedrais, é sempre a de Chartres que me vem à ideia. E tudo o resto fica aquém. Bom, mas esta não é de facto nada de especial. O interesse é ir lá acima, subir ao telhado, coisa que não é habitual e, por isso, lhe dá uma nota de destaque.

 

De resto, não vi grandes motivos de interesse na cidade. Mas gostei mais do que esperava. Em quase todo o lado se pode usar a bicicleta (e há um sistema de bicicletas municipais como em Paris e outras grandes cidades).

Mas acabei por ficar mais impressionado com isto:

No parque Indro Montanelli (de quem já li uns livros sobre Grécia e Roma) há um espaço dedicado aos cães, onde eles podem andar à solta. É simples, não é? E tão bom para eles!

 

Bom, depois foi apanhar o comboio e voltar para o aeroporto. Próximo destino: Creta

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Vai ser assim...

13.09.13

 

De Lisboa para Milão

De Milão para Creta

De Creta para Rhodes

De Rhodes para Atenas

De Atenas para Roma

De Roma para Lisboa

 

Não é um poema, mas soa tão bem!

E está quase a sair do "papel" e a tornar-se realidade.

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Há uns tempos, ao escrever aqui sobre Atenas, referi Paestum e até disse que devia escrever sobre isso. Hoje decidi fazê-lo (o comentário que o Miguel deixou na altura teve a sua influência).

Em primeiro lugar, deixem-me dizer que foi uma sorte. Estava a jantar em Pompeia e, como sempre, aproveita-se a refeição para pegar no guia e pensar um bocado no dia seguinte. De Pompeia iria para Taranto, bastante longe, acabaria por ser um dia na estrada (e ainda queria fazer o passeio panorâmico da Costa de Amalfi). Mas, ao olhar para o guia, deparei-me com uns templos lindíssimos e fiquei a saber que, mais ou menos a caminho, poderia dar um salto a Paestum.

 

Paestum começou por se chamar Posidónia (de Poseido, ou Posídon, o deus do mar - Neptuno para os romanos). A cidade foi fundada pelos gregos no século VII a.c. Devo notar, aliás, que o meu destino final, Taranto, foi a primeira colónia grega de sempre. No entanto, não encontrei por lá grande coisa, se bem que também não fiz muito mais do que lá dormir e jantar (claro que o jantar foi memorável mas, em Itália, há poucos jantares que não o sejam).

O que é notável em Paestum é o estado de conservação dos templos. Devem ser, em alguns livros já vi escrito que sim, os mais bens conservados do que foi a Magna Grécia. Fazem parte do Património da Humanidade e, curiosamente, quase nada de interessante há para ver dos que era a cidade mas os templos ficaram e impressionam.

Algumas fotos dos templos:

 

 

 

 

Acabaram por ser cento e tal quilómetros de desvio. Ainda por cima, o passeio por Amalfi é tão deslumbrante que demorou mais do que o previsto. Consequência: cheguei a Taranto tardíssimo e só deu para ter o tal jantar e dormir. Mas poucas vezes numa viagem um desvio valeu tanto a pena.

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Este post é uma espécie de continuação do que escrevi sobre o livro Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar. Ou melhor, foi escrito por causa dele. Apeteceu-me rever as fotos e recordações de uma viagem que fiz a Itália em 2010, na qual Adriano esteve sempre bem presente.

Aqui ficam as minhas Memórias de Adriano. E aqui fica o link para o post que originou este:

http://pedrices.blogs.sapo.pt/67093.html 

Começo pela Vila Adriana, em Tivoli, não muito longe de Roma, o local de refúgio do imperador. Aqui pode ver-se uma maquete:

A foto abaixo mostra um dos locais mais especiais e curiosos da Vila.No livro de Yourcenar, é descrito assim:

(...) tinha mandado construir para mim, no coração deste retiro, um asilo mais retirado ainda, uma ilhota de mármore no centro de um tanque rodeado de colunatas, um quarto secreto que uma ponte rotativa, tão leve que posso fazê-la girar nas suas ranhuras com uma só mão, liga à margem, ou antes, separa dela. 

E esta espécie de alameda simulava uma nascente do Nilo. Estar aqui e imaginar o que foi, é esmagador.


Este é Adriano, no Museu do Vaticano:

E Antinoo, no mesmo local:

E aqui no Museu Arqueológico de Nápoles:  

Dois edifícios emblemáticos de Roma foram projetados por Adriano. Não, não se limitou a mandar fazer, Adriano projetou realmente edifícios. Um deles é o Panteão de Roma, um dos mais antigos e bem conservados monumentos da Roma atual. Só tenho estas duas foto da fantástica cúpula vista de dentro e de um pouco do interior:

 

Mas aconselho uma pesquisa no Google imagens para uma melhor noção de como se desenvolve a cúpula e de como é extrordinário este “buraco” a céu aberto (sim, chove lá dentro!).

 

E o Mausoléu de Adriano, mais connhecido por Castelo Sant’Angelo, que é museu nacional e que já conserva pouco da memória do imperador.

 

 Voltando a Antinoo, deixo um poema:

 Antinoo

Sob o peso nocturno dos cabelos
Ou sob a lua divina do teu ombro
Procurei a ordem intacta do mundo
A palavra não ouvida

Longamente sob o fogo ou sob o vidro
Procurei no teu rosto
A revelação dos deuses que não sei

Porém passaste através de mim
Como passamos através da sombra

Sophia de Mello Breyner Andresen

Que, claro, deve ser lido a olhar para uma estátua de Antinoo. Mas o melhor é que Sophia escreveu um poema sobre uma estátua específica, o Antinoo que vi em Delfos na minha recente viagem à Grécia. Ficam aqui, estátua e poema:


ANTINOOS DE DELPHOS

Tua face taurina tua testa baixa
Teus cabelos em anel que sacudias como crina
Teu torso inchado de ar como uma vela
Teu queixo redondo tua boca pesada
Tua pesada beleza
Teu meio-dia nocturno
Tua herança, dos deuses que no Nilo afogaste
Tua unidade inteira com teu corpo
Num silêncio de sol obstinado
Agora são de pedra no museu de Delphos
Onde montanhas te rodeiam como incenso
Entre o austero Auriga e a arquitrave quebrada

Delphos, Maio de 1970
Sophia de Mello Breyner Andresen

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Vai ser muito difícil conseguir pôr em palavras o que vivi na Grécia. Ontem à noite, por exemplo, quando pensava que já tinha experimentado tudo de Mykonos, apareceu um pelicano no restaurante... E agora, depois de ter estado debaixo do forte sol de Apolo, em Mykonos, estou em Itália, em Como, entre Milão e os Alpes. Depois de amanhã, o regresso.

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