Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Já não sei quantos livros li dele. Mas sei que foi um dos escritores que me levaram a gostar de ler. Na poeirenta e estranha cave da biblioteca da Amadora, foi lá que o descobri. E com ele a literatura. Da Crónica de Uma Morte Anunciada ao maravilhoso Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel fez-me ler. Uma dívida ainda maior do que a tristeza da sua morte.

 

Adiós y gracias!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Esqueci-me completamente que tinha lido este livro. O que quero dizer com isto é que só tive consciência de que o li quando o estava a ler. Os livros costumam ficar comigo durante algum tempo, mesmo que apenas dias, ou porque me lembro, ou porque vou escrever qualquer coisa sobre eles para o blog. Mas este não. Peguei nele, li de uma ponta à outra (é bem pequeno), e pronto, nunca mais me lembrei, só hoje, ao rever leituras para atualizar o pedrices.

Bom, não sei se isto quer dizer que é um livro que não vale a pena. A verdade é que é tão curto - no fundo, é um conto - que não se perde nada em lê-lo. É giro, é bom para matar saudades de Gabriel García Márquez que não lia há bastante tempo, mas tenho que ler outro qualquer para voltar a sério ao autor.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Há livros que nos vão escapando, escapando como se não quisessem ser lidos. E nem o facto de os termos na estante nos garante que a eles poderemos aceder.
O que se passa entre mim e o Cem anos de Solidão é que, incrivelmente, mesmo tendo tentado, nunca cheguei a lê-lo. Comecei, não sei quando, mas deve ter sido por volta dos 16 anos. Perdi-me de tal forma na teia de personagens com o mesmo nome que acabei por concluir que teria que começar de novo – e tirar apontamentos. Bom, a verdade é que acabei por pô-lo de lado para mais tarde recomeçar e foi passando o tempo. Acabei por ler outros livros de García Márquez  mas sempre sabendo que o Cem Anos me aguardava.
Anos mais tarde, voltei a pegar no livro e comecei a lê-lo. E… perdi-o. Ainda hoje não sei onde foi parar, apesar de me lembrar perfeitamente de onde o guardei. Mas não está lá e, três mudanças de casa depois, não acredito que me pudesse ter escapado, se fosse humanamente possível encontrá-lo.
Por tudo isto, em boa hora apareceu a nova edição, ainda por cima com uma árvore genealógica da família Buendía, coisa que para um totó que não consegue acompanhar um livro com muitas personagens sem se perder, é quase motivo para o comprar, mesmo que já se tenha. Como eu sou esse totó e o meu se perdeu, assim vi o novo, assim o comprei. E estou a ler. E mais, estou perto do fim. A faculdade não me deixa descansar e, portanto, o tempo para leituras de ficção não abunda. Isto faz com que eu ande há mais de um mês a ler o Cem Anos, como se o título se transformasse na própria experiência de ler o livro.
Mas que experiência… Estou apaixonado pela personagem de Úrsula, leio com ternura e carinho as páginas onde ela está, anseio por saber mais, quero-lhe bem, enfim, toda uma série de sensações que poucas vezes tive em relação a personagens de livros. Aliás, se me perguntarem qual é a minha personagem preferida, eu não sei, não tenho, nunca tive. Mas esta Úrsula parece que me quer mostrar o que é isso de nos apaixonarmos por uma personagem de  ficção. Seja então. Daqui a alguns (talvez muitos) dias, já terei terminado o livro. E nunca mais vou ver a Úrsula como a vejo agora. Não sei se algum dia poderei reler o livro, se foi tão difícil a primeira vez (e porque se é para reler, o Amor nos Tempos de Cólera estará sempre em primeiro lugar), o que sei é que dentro daquelas páginas está um daqueles livros que quase toda a gente gosta, que se oferece no Natal, nos aniversários, seja quando for. Porque o que ali está é um romance cheio de fantasia, de vida, de sentimentos, de pessoas completas e fascinantes, tudo o que a literatura tem de bom enquanto entretenimento. E, ao mesmo tempo, tanto mais, tanta alma e profundidade. Um livro que durará muito mais do que cem anos, que nunca deixa só quem nele pegar.
P.S. Quer dizer… o meu deixou-me… e, já agora, se alguém encontrar por aí o meu livro, diga-lhe que agora que sei o que tem dentro, gosto ainda mais dele).

Autoria e outros dados (tags, etc)


calendário

Fevereiro 2017

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Tags

mais tags