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Mapa Corinto

Pode parecer esquisito dizê-lo assim mas o Canal de Corinto sempre foi um fetiche para mim. O fascínio que esta coisa dos canais aritificiais sempre me provocou (e pontes... o que eu gosto de pontes, e viadutos). Neste caso, olhe-se para a volta que era preciso dar para ir, por exemplo, de Itália até Atenas, contornando todo o Peloponeso! Ok, não é tão radical como o Canal do Suez, ou do Panamá, mas é óbvio que dava jeito atalhar caminho.

Não obstante, a verdade é que construir este canal não foi fácil. Sempre desejado, sempre adiado (até Nero tentou). Também há quem diga que os próprios habitantes não estavam assim tão interessados na construçáo do canal porque assim podiam cobrar avultadamente pelo transporte dos barcos por terra (sim, havia essa opção, ou se passava o barco por terra, ou passavam-se os bens por terra que se entregavam, no outro lado, a outro barco que continuava a viagem).

 E, hoje, quando se olha para ele, fica a sensação de que não serve para nada, de tão estreito que é. Servir, serve, mas para barcos turísticos porque os outros, maiores, vão mesmo dar a volta. A verdade é que a velocidade dos barcos de hoje já não faz com que contornar o Peloponeso seja assim tão demorado.

Sem saber muito bem o que me esperava, acabei por ir parar ao Canal quando na autoestrada apareceu uma indicação para lá. A autoestrada teria que passar por cima dele mas pareceu-me boa ideia sair ali. Nem tive tempo para pensar, pouco depois, estava em cima de uma pequena ponte e apercebi-me que já estava no meio do canal. É surpreendente o quão pequeno parece ser ao vivo.

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Portanto, a minha chegada ao Peloponeso acabou por ser precipitada... Assim que percebi que estava em cima da ponte a atravessar o Canal quis foi voltar para trás. Não se anda um ano inteiro a planear um momento para depois ele acontecer assim... Mas foi. Lá parei o carro, logo depois da ponte e vai de atravessar para o lado de lá (voltar à Grécia...). E foi bem giro estar ali, até porque o lugar acaba por ter alguma informação. Esta é uma linha do tempo que conta a história da contrução do Canal.

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E aqui temos um mapa que contextualiza o local.

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Corinto é também a porta de entrada no Peloponeso e foi , até há muito pouco tempo, a única forma de ligação entre a Grécia Continental (mais propriamente, a Ática) e o Peloponeso que, com a abertura do canal se tornou, pelo menos tecnicamente, uma ilha. Hoje em dia já foi construída uma ponte bem lá para o outro lado, a qual só vi a partir do avião quando regressava.

Depois de ver o Canal foi altura de ir experimentar as águas do Canal de Corinto. E recomendam-se. Uma temperatura que não existe por cá, uma limpidez impressionante, e os peixes sempre a acompanhar. Se há coisa que gosto na Grécia é esta facilidade em parar o carro e, pouco depois, estar dentro de água, sem choque de temperaturas. Para além disso, a areia e o sal (que detesto) também não são um problema porque quase todas as praias têm duches. Ok, pronto, esta foi a viagem onde encontrei mais praias sem duche mas, como espero vir a contar-vos, o Peloponeso é um caso à parte.

Depois do banho, almoço em Corinto, a cidade moderna. Acredito que os vários terramotos que a assolaram (tanto que eu ouvi falar de terramotos no Peloponeso...) não foram uma ajuda mas a cidade é um horror de feia. Portanto, o que interessava era sair de lá rapidamente para o destino seguinte:

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 No topo de um monte com 575 m de altura encontra-se a fortaleza de Acrocorinto. De facto, poucos sítios se afirmam tão categoricamente na sua missão defensiva, Acrocorinto é praticamente inexpugnável. O que não quer dizer que não tenha mudado de mãos várias vezes: bizantinos, francos, venezianos, turcos, todos tiveram direito à sua parte e todos contribuíram com um pouco para aquilo que podemos ver hoje. Infelizmente, não tenho uma foto que possa transmitir a profunda impressão que causa olhar para o monte e perceber a fortaleza lá em cima. Talvez estas consigam dar uma ideia:

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Claro que não fica difícil advinhar que, lá de cima, o panorama é espatacular. Entremos então na fortaleza:

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E antes de avançar vejamos um pouco do que se pode vilumbrar olhando à volta: o canal de Corinto, a Corinto moderna, a Corinto antiga, tudo se vê dali. E há bastante que andar (e subir). Um dos meus guias pede ao viajante que reserve 3 horas para passear por ali. Bom, não diria que seriam horas a mais, apesar de não ter demorado tanto (também é verdade que apesar da extenuante subida até mesmo lá acima, quando lá cheguei não havia nada para haver por causa de umas obras de conservação - se bem que "nada para ver" é relativo num sítio tão alto).

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Mas a fortaleza não é só para ohar à volta, para além das muralhas encontrei por lá um sítio muito especial. A foto anterior já a mostra. Trata-se das ruínas de uma mesquita turca que tem um encanto único na sua decadência, sublinhada pela falta quase total de teto.

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Outro ponto de interesse é que, ali em cima, percebe-se melhor onde está a Corinto antiga. Sei que não é fácil mas quem quiser pode tentar localizar o Tamplo de Apolo na foto abaixo:

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 Ora, é este Templo um dos mais famosos, da Grécia, um dos pontos altos da visita a Corinto. Porém, há mais. O sítio arqueológico é impressionante, e o museu tem peças que valem bem a pena. Apesar de ser um dos maiores sítios arqueológicos da grécia (diz o meu guia) fiquei espantado porque não imaginava que uma cidade tão poderosa pudesse caber em tão pouco espaço. É claro que haverá muito mais do que aquilo que hoje se consegue ver. Mas a quantidade de vestígios dos edifícios e das praças da cidade antiga levam a imaginar uma concentração de monumentalidade que me surpreendeu. Mas o meu guia também explica que só uns 4% da cidade antiga é que esão expostos. Portanto, imagine-se o que aquilo era...

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E, para fechar, aqui fica a fotografia tirada na Corinto antiga onde se vê, lá no alto Acrocorinto. 

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