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O Rui deixou um comentário interessante no post anterior. De facto, a história da Dinamarca que li não deixa de ser “densa”. Não é muito provável que um viajante queira necessariamente ler umas 30 páginas sobre as condições económicas dinamarquesas entre 1500 e 1800 (este deve ter sido o capítulo mais chato). Para mim, que gosto muito de ler história, é uma coisa natural. Mas há outros livros. Por isso, este How to be Danish (a parte chata é que não existe em português, tanto quanto sei) é o livro a recomendar a quem vá à Dinamarca e queira saber um pouco sobre o país.

O interesse do livro está na sua organização temática e do ponto de vista de estrangeiro. O autor é inglês e propõe-se olhar para a Dinamarca porque há várias coisas que vêm de lá e que os ingleses até dão muita atenção, mas sabe-se pouco sobre o país. Assim, vai levar-nos a um passeio em que fala das grandes séries (The Killing, The Bridge e Borgen - de que eu também ainda espero falar aqui), do sistema de educação, do estado social, dos impostos altíssimos, dos serviços públicos gratuitos, de como isso pode estar em causa, de como eles se chatearam com o mundo muçulmano por causa dos cartoons, de como a gastronomia, a arquitetura e o design se tornaram tão notáveis, das bicicletas, da xenofobia, da Lego, enfim, fala de quase tudo. Mas há esse grande quase que é ignorar quase completamente a literatura, a qual me parece tudo menos irrelevante - vamos aos óbvios Christian Andersen e a Karen Blix, mas há até 3 outros que foram prémio Nobel da literatura.

Mas que é um livro excelente antes de uma viagem, lá isso é. 

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5 comentários

De Rui Bastos a 20.03.2014 às 22:51

A solution for every problem!

Realmente só é pena essa rarefacção de literatura... Mas não conheces nenhum conjunto, ou colecção, de guias turísticos mais virados para a literatura? Era interessante. E se não houver ainda, não queres pensar nisso? :p

De pedrices a 20.03.2014 às 23:42

Ah ah ah, isso é que era!
Olha, há pelo menos uma coleção desse tipo. Mas vou pensar um bocado no assunto antes de te responder, talvez depois faça um post ;)

De Rui Bastos a 21.03.2014 às 22:15

Isso é que era! E se quiseres colaboração, eu cá não me inibo, eheh :)

De pedrices a 22.03.2014 às 00:02

Olha, aproveito para te deixar aqui um comentário ao teu post de aniversário. É que não consigo fazer comentários no teu blog por só ter a opção de google ou open id:

Olha Rui, não leves a mal que a malta não comente tanto como gostarias. O problema acaba por ser a falta de tempo e a preguiça. Até porque mutas vezes os teus textos merecem muito mais do que umas simples linhas, dão vontade de até dizer muita coisa mas... Eu, pelo menos, vou lendo os teus posts no telemóvel, ao almoço, por exemplo, e não dá para comentar. Um blog de livros, com qualidade dificilmente tem muitos visitantes, mas é assim o mundo da literatura, normalmente a popularidade e a qualidade não andam de mãos dadas... Epá, um abraço de parabéns e quremos que contes muito, muitos mais do que os comentários ;)

Pedro

De Rui Bastos a 22.03.2014 às 10:08

(Não me tinha apercebido que essa opção deixava de fora algumas pessoas, a ideia era só para excluir anónimos que aproveitam para fazer porcaria... Resolvido ;) )

Já lá expliquei a minha posição relativamente a comentários, mas a ideia é esta: eu percebo isso, também sofro do problema de não conseguir comentar muita coisa, mas acho mesmo que isso devia mudar. Os blogs de livros como os nossos não servem só para serem um registo do que vamos lendo, que para isso escrevíamos para nós e deixávamos guardado no PC ou num caderno. É preciso haver interacção e discussão, entre bloggers e leitores, leitores e leitores, e bloggers e bloggers.

Claro que isso é complicado, exactamente pelo motivo que mencionas e por outros que foram mencionados nos comentários ao meu post de aniversário: falta de tempo, falta de algo útil a acrescentar, falta de paciência, enfim, tudo válido! E sei perfeitamente que estamos um bocado condenados a isso, não temos blogs de moda, nem de política, nem escrevemos desabafos sobre o que nos vai na alma todos os dias, e muito menos andamos a tirar fotos ao almoço, a aplicar filtros manhosos e a publicar como se fossem obras de arte, mas... Estaremos mesmo?

Porque não tentar promover a interacção de forma mais séria? A divulgação? Depois de se filtrarem os blogs comerciais ou que se limitam a copypastar coisas de um lado para o outro, ainda sobra um bom grupo de bloggers, que se "conhecem" todos. A oportunidade para uma rede de divulgação massiva está cá, essa rede já está praticamente construída, só não está em funcionamento!

Algo que temos de resolver... Por enquanto fica um muito obrigado, Pedro!

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