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Não é por isso que isto tem estado parado (as leituras continuam, o tempo para escrever é que escasseia) mas, atualmente, estou em estado de encantamento... Ao ritmo de um arrepio por página:

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David Bowie

11.01.16

Como escolher uma música para o lembrar?... Fica esta, só porque sim, podiam ser tantas...

 

 

 

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Ontem, em Paris, aconteceu algo que, sinceramente, já tinha pensado que iria acontecer um dia. Até pensei que aconteceria em várias cidades ao mesmo tempo. Há uma campanha de ódio e de vingança face à qual nenhum de nós está seguro. Mas o pior é que muitos aderem a ela quase imediatamente, não do mesmo lado, mas sempre a favor do ódio.

Quero dizer com isto que hoje, eu que desprezo bastante o facebook, o abri porque me apetecia ler as reações das pessoas, vê-las indignadas contra os assassinos de Paris, vê-las expressar solidariedade. É bonito e consola um pouco.

Mas o primeiro comentário que encontrei foi nojento. Uma "amiga" do facebook comentava "e nós a metê-los cá dentro" e "devíamos fechar as fronteiras". Até concordo, mas só depois de ela ficar do lado de fora.

Mas depois apercebi-me que havia mais comentários assim.

Milhares e milhares de pessoas são vítimas de terrorismo quase todos os dias. Muitas são vítimas do estado islâmico, milhares delas estão a fugir, a procurar um abrigo na Europa. Eu sei que o problema é terrível, é complexo, que temos que receber as pessoas com alguma ordem, que não podemos deixar que o caos se instale. Compreendo muros que ordenem, não muros que fechem. Aceito a lentidão da resposta a esta crise porque compreendo que não há soluções fáceis para problemas desta dimensão. O que não posso aceitar é que gente igual a mim, com um nível de segurança assinalável, com um estado social que as ajuda minimamente (podia ser sempre melhor, claro), acusem quem é uma vítima de ser assassino.

Vamos pôr as coisas de forma clara: os refugiados são pessoas que sofreram mais do que nós imaginamos. Estão a fugir daquilo que nós também fugiríamos se aquilo que aconteceu em Paris acontecesse todos os dias nos nossos países. Pelo meio há muitos oportunistas, haverá até terroristas. Mas isso não apaga o essencial. Só mostra o quanto temos que trabalhar para fazer as coisas de forma ordenada e ajudar quem merece ser ajudado.

As duas crianças da foto acima são refugiados reais. Fizeram a viagem da ilha de Samos para Atenas comigo num ferry grego. Queriam ver o mar, não imaginam a dificuldade que as mãos pequeninas tiveram para encaixar as cadeiras uma na outra, para terem altura suficiente. A foto é minha, foi tirada no meio de milhares de outras pessoas que arriscaram a vida para se safarem dos assassinos.

O que aconteceu em Paris não foi culpa destas crianças, nem dos adultos que vinham com elas, nem das crianças europeias, nem das pessoas que ontem saíram à noite para beber um copo, ir a um concerto, ou jantar fora. A culpa foi dos assassinos que o fizeram, e de quem reivindicou que o fez. Não façam confusões. Os atentados de Madrid há 10 anos foram culpa dos refugiados? E os de Londres? Haverá algum envolvido no que ontem se passou? Pode ter havido, mas também houve franceses, e outros europeus, sabemos que até portugueses há no estado islâmico. Sabemos que eles cá chegarão, dê lá por onde der. Fronteiras fechadas ou abertas.

O que temos que fazer é lutar contra aqueles que nos querem matar só porque somos pessoas. Nada mais. Quem quiser viver em paz, deixemos viver em paz, é isso que marca a diferença entre a nossa civilização e a barbárie.

Paris, je pleure pour toi!

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Este livro tem o melhor dos defeitos: é muito pequeno. É realmente o único aspeto em que ele deixa a desejar. De resto, é um daqueles romances em jeito de autobiografia em que conseguimos entrar dentro de um personagem e conhecê-lo. Trata-se da reconstituição de um breve trecho da vida de um homem às portas da morte devido a doença. As palavras são retiradas dos seus cadernos de apontamentos e são apenas pequenas histórias. Restos tão breves que parecem incapazes de sustentar tudo aquilo que fazem sentir. Um grande livro em muito poucas páginas.

Anda por aí uma nova edição que, por acaso, me fez ter vontade de ler esta que cá andava em casa há uns 14 anos. É incrível os tesouros que uma estante pode conter em segredo durante tanto tempo. 

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- Estou a ler um livro novo.

- Ai sim, qual é?

- É do Roth.

- Então deve ser bom. Gostas muito dele, não é.

- Sim, e só ele me faria ler um livro que, à partida tem muito para correr mal.

- Então porquê?

- Porque é todo em diálogo.

- O diálogo é uma arte muito difícil.

- Sim, e quando é demasiado abundante, e não muito bem feito pode tornar um texto bastante pobre. Claro que não é o caso do Roth. A verdade é que é delicioso de ler. Às vezes perde-se no norte, é preciso voltar atrás, é preciso perceber quem, afinal, é que está a falar. Mas é sempre empolgante, vivo, sabes?

- Mas tem muitos personagens?

- Sei lá, ainda não acabei. Para já, há dois, tipo, dois amantes, ou pelo menos parecem sê-lo. É como se se encontrassem uma vez por semana, ou assim. Parece que falam depois do sexo, umas vezes; ou antes, noutras. Por vezes, não chegam a fazê-lo. Os diálogos são breves, ou então longos. Como o contexto só vem através do que eles dizem, é como se estivéssemos a escutar atrás de uma porta.

- Isso parece interessante, se for bem feito.

- É o Roth, claro que é bem feito. Ainda por cima, para quem o conhece, dá para perceber aquelas brincadeiras, entra o Zuckerman, o personagem principal masculino parece ser ele próprio…

- Isso não é novidade nele.

- Mas é sempre tão bom.

- Devias tentar escrever um texto assim para o blog.

- Não, para escrever só em diálogo é preciso saber muito.

- Não interessa, podes tentar dar só a impressão.

- Posso, mas só a nível formal. Porque não?

- Ainda não disseste como se chama o livro.

- Chama-se Engano.

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Sempre tive uma relação difícil com este livro, e tenho pena que não houvesse blogs quando o li pela primeira vez (e eu nunca tive muita queda para os diários). Se os houvesse talvez eu tivesse contado que iniciara a leitura do Memorial e que desisitira. Mais tarde, haveria outra entrada a dizer o mesmo, e depois mais outra. Mesmo com os autores preferidos se pode ter problemas e eu tive muita dificuldade em ler este, talvez o mais famoso.

Desta vez, na minha releitura anual de Saramago, não foi diferente. Tive dificuldade em avançar, e algum desinteresse. Não há defeito nenhum no livro que leve a isto, é apenas uma coisa minha. O interesse pela época histórica e pelos personagens nunca descola, embora Baltazar e Blimunda sejam inesquecíveis e maravilhosos.

Mas depois há aqueles dois últimos capítulos... Não sei bem como explicar, é como se o livro começasse de novo, ou então chegasse onde era esperado. Pura beleza, vou só dizer isto, por favor, não leiam se não conhecem a história, mas Baltazar desparece, por acidente, levanta voo na passarola e nós ficamos sem saber o que acontece. O pior é que também fica Blimunda assim mas ela, por estar dentro do livro, pode partir em busca dele e construir das mais belas páginas da literatura saramaguiana. Durante nove anos Blimunda procura Baltazar, durante algumas dezenas de páginas o mundo para e o leitor é absorvido pelo papel e não pode ficar fora do livro. Quando acaba, também se parte algo dentro de nós.

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Que giro...

15.10.15

Hoje é o dia do Futuro.

Ou seja, quando, no filme Regresso ao Futuro II, o Marty foi ao futuro, a data era hoje. Confuso? Pois, as viagens no tempo dão sempre confusão... 

Notícia do Público

 

 

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Partilha

13.10.15

É claro que de Fernando Pessoa ninguém pode dizer que conhece tudo, desconfio mesmo que nem que se conhece muito é possível. Mas que só agora eu tenha sabido da existência deste texto, que só agora eu o tenha ouvido (curiosamente ainda não o li) deixa-me com aquela sensação ambivalente que o acaso tantas vezes nos oferece: por um lado, enfurece-nos o quanto desconhecíamos; por outro, mostra-nos como a vida é uma descoberta constante e que não paramos de ser surpreendidos.

 

Bom, tudo isto vem então do acaso. Fim de semana chuvoso que me fez estar mais tempo em casa do que é normal, um pouco de zapping à procura de qualquer coisa na televisão e o parar num programa onde se via um senhor que conduzia uma carrinha cheia de livros, uma biblioteca itinerante, portanto.

Mas foi no final desse programa que, sei agora, até teve Susan Sontag no início, que, de repente, comecei a ouvir este texto. Vi que era de Fernando Pessoa, da Maria José, pelos vistos o seu único heterónimo feminino. Curiosamente, lido por um homem (magistral leitura!), sem mais do que imagens de uma janela e de uma rua com gente a passar. Parou tudo lá em casa porque qualquer coisa se impôs logo às primeiras palavras. No final, apeteceu chorar. Agora, apetece partilhar.

 

O texto é “A Carta da Corcunda para o Serralheiro” ou, como referido no site arquivopessoa.net, de onde tirei o texto Senhor António: - O senhor nunca há-de ver esta carta.

O programa onde o conheci é da RTP e chama-se Literatura Aqui (episódio  4, de 6 de outubro), por volta dos 20 minutos.

 

 

Senhor António:

O senhor nunca há-de ver esta carta, nem eu a hei-de ver segunda vez porque estou tuberculosa, mas eu quero escrever-lhe ainda que o senhor o não saiba, porque se não escrevo abafo.

O senhor não sabe quem eu sou, isto é, sabe mas não sabe a valer. Tem-me visto à janela quando o senhor passa para a oficina e eu olho para si, porque o espero a chegar, e sei a hora que o senhor chega. Deve sempre ter pensado sem importância na corcunda do primeiro andar da casa amarela, mas eu não penso senão em si. Sei que o senhor tem uma amante, que é aquela rapariga loura alta e bonita; eu tenho inveja dela mas não tenho ciúmes de si porque não tenho direito a ter nada, nem mesmo ciúmes. Eu gosto de si porque gosto de si, e tenho pena de não ser outra mulher, com outro corpo e outro feitio, e poder ir à rua e falar consigo ainda que o senhor me não desse razão de nada, mas eu estimava conhecê-lo de falar.

O senhor é tudo quanto me tem valido na minha doença e eu estou-lhe agradecida sem que o senhor o saiba. Eu nunca poderia ter ninguém que gostasse de mim como se gosta das pessoas que têm o corpo de que se pode gostar, mas eu tenho o direito de gostar sem que gostem de mim, e também tenho o direito de chorar, que não se negue a ninguém.

Eu gostava de morrer depois de lhe falar a primeira vez mas nunca terei coragem nem maneiras de lhe falar. Gostava que o senhor soubesse que eu gostava muito de si, mas tenho medo que se o senhor soubesse não se importasse nada, e eu tenho pena já de saber que isso é absolutamente certo antes de saber qualquer coisa, que eu mesmo não vou procurar saber.

Eu sou corcunda desde a nascença e sempre riram de mim. Dizem que todas as corcundas são más, mas eu nunca quis mal a ninguém. Alem disso sou doente, e nunca tive alma, por causa da doença, para ter grandes raivas. Tenho dezanove anos e nunca sei para que é que cheguei a ter tanta idade, e doente, e sem ninguém que tivesse pena de mim a não ser por eu ser corcunda, que é o menos, porque é a alma que me dói, e não o corpo, pois a corcunda não faz dor.

Eu até gostava de saber como é a sua vida com a sua amiga, porque como é uma vida que eu nunca posso ter - e agora menos que nem vida tenho - gostava de saber tudo.

Desculpe escrever-lhe tanto sem o conhecer, mas o senhor não vai ler isto, e mesmo que lesse nem sabia que era consigo e não ligava importância em qualquer caso, mas gostaria que pensasse que é triste ser marreca e viver sempre so à janela, e ter mãe e irmãs que gostam da gente mas sem ninguém que goste de nós, porque tudo isso é natural e é a família, e o que faltava é que nem isso houvesse para uma boneca com os ossos às avessas como eu sou, como eu já ouvi dizer.

Houve um dia que o senhor vinha para a oficina e um gato se pegou à pancada com um cão aqui defronte da janela, e todos estivemos a ver, e o senhor parou, ao pé do Manuel das Barbas, na esquina do barbeiro, e depois olhou para mim para a janela, e viu-me a rir e riu também para mim, e essa foi a única vez que o senhor esteve a sós comigo, por assim dizer, que isso nunca poderia eu esperar.

Tantas vezes, o senhor não imagina, andei à espera que houvesse outra coisa qualquer na rua quando o senhor passasse e eu pudesse outra vez ver o senhor a ver e talvez olhasse para mim e eu pudesse olhar para si e ver os seus olhos a direito para os meus.

Mas eu não consigo nada do que quero, nasci já assim, e até tenho que estar em cima de um estrado para poder estar à altura da janela. Passo todo o dia a ver iltustrações e revistas de modas que emprestam à minha mãe, e estou sempre a pensar noutra coisa, tanto que quando me perguntam como era aquela saia ou quem é que estava no retrato onde está a Rainha de Inglaterra, eu às vezes me envergonha de não saber, porque estive a ver coisas que não podem ser e que eu não posso deixar que me entrem na cabeça e me dêem alegria para eu depois ainda por cima ter vontade de chorar.

Depois todos me desculpam, e acham que sou tonta, mas não me julgam parva, porque ninguém julga isso, e eu chego a não ter pena da desculpa, porque assim não tenho que explicar porque é que estive distraída.

Ainda me lembro daquele dia que o senhor passou aqui ao Domingo com o fato azul claro. Não era azul claro, mas era uma sarja muito clara para o azul escuro que costuma ser. O senhor ia que parecia o próprio dia que estava lindo e eu nunca tive tanta inveja de toda a gente como nesse dia. Mas não tive inveja da sua amiga, a não ser que o senhor não fosse ter com ela mas com outra qualquer, porque eu não pensei senão em si, e foi por isso que invejei toda a gente, o que não percebo mas o certo é que é verdade.

Não é por ser corcunda que estou aqui sempre à janela, mas é que ainda por cima tenho uma espécie de reumatismo nas pernas e não me posso mexer, e assim estou como se fosse paralítica, o que é uma maçada para todos cá em casa e eu sinto ter que ser toda a gente a aturar-me e a ter que me aceitar que o senhor não imagina. Eu às vezes dá-me um desespero como se me pudesse atirar da janela abaixo, mas eu que figura teria a cair da janela? Até quem me visse cair ria e a janela é tão baixa que eu nem morreria, mas era ainda mais maçada para os outros, e estou a ver-me na rua como uma macaca, com as pernas à vela e a corcunda a sair pela blusa e toda a gente a querer ter pena mas a ter nojo ao mesmo tempo ou a rir se calhasse, porque a gente é como é não como tinha vontade de ser.

(…)

- e enfim porque lhe estou eu a escrever se lhe não vou mandar esta carta?

O senhor que anda de um lado para o outro não sabe qual é o peso de a gente não ser ninguém. Eu estou à janela todo o dia e vejo toda a gente passar de um lado para o outro e ter um modo de vida e gozar e falar a esta e àquela, e parece que sou um vaso com uma planta murcha que ficou aqui à janela por tirar de lá.

O senhor não pode imaginar, porque é bonito e tem saúde o que é a gente ter nascido e não ser gente, e ver nos jornais o que as pessoas fazem, e uns são ministros e andam de um lado para o outro a visitar todas as terras, e outros estão na vida da sociedade e casam e têm baptizados e estão doentes e fazem-lhe operações os mesmos médicos, e outros partem para as suas casas aqui e ali, e outros roubam e outros queixam-se, e uns fazem grandes crimes e há artigos assinados por outros e retratos e anúncios com os nomes dos homens que vão comprar as modas ao estrangeiro, e tudo isto o senhor não imagina o que é para quem é um trapo como eu que ficou no parapeito da janela de limpar o sinal redondo dos vasos quando a pintura é fresca por causa da água.

Se o senhor soubesse isto tudo era capaz de de vez em quando me dizer adeus da rua, e eu gostava de se lhe poder pedir isso, porque o senhor não imagina, eu talvez não vivesse mais, que pouco é o que tenho de viver, mas eu ia mais feliz lá para onde se vai se soubesse que o senhor me dava os bons dias por acaso.

A Margarida costureira diz que lhe falou uma vez, que lhe falou torto porque o senhor se meteu com ela na rua aqui ao lado, e essa vez é que eu senti inveja a valer, eu confesso porque não lhe quero mentir, senti inveja porque meter-se alguém connosco é a gente ser mulher, e eu não sou mulher nem homem, porque ninguém acha que eu sou nada a não ser uma espécie de gente que está para aqui a encher o vão da janela e a aborrecer tudo que me vê, valha-me Deus.

O António (é o mesmo nome que o seu, mas que diferença!) o António da oficina de automóveis disse uma vez a meu pai que toda a gente deve produzir qualquer coisa, que sem isso não há direito a viver, que quem não trabalha não come e não há direito a haver quem não trabalhe. E eu pensei que faço eu no mundo, que não faço nada senão estar à janela com toda a gente a mexer-se de um lado para o outro, sem ser paralítica, e tendo maneira de encontrar as pessoas de quem gosta, e depois poderia produzir à vontade o que fosse preciso porque tinha gosto para isso.

Adeus senhor Antonio, eu não tenho senão dias de vida e escrevo esta carta só para a guardar no peito como se fosse uma carta que o senhor me escrevesse em vez de eu a escrever a si. Eu desejo que o senhor tenha todas as felicidades que possa desejar e que nunca saiba de mim para não rir porque eu sei que não posso esperar mais.

Eu amo o senhor com toda a minha alma e toda a minha vida.

Aí tem e estou a chorar.

 

Maria José

 

(Fernando Pessoa)

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O que ler antes de uma viagem? É um problema eterno. Por isso, fiquei muito contente quando descobri esta coleção e não pude deixar de experimentar. Bom, a verdade é que a Turquia é uma obsessão intelectual para mim há muito anos. Dediquei muita da minha energia na faculdade (no curso de relações internacionais) a conhecer melhor este país e vou acompanhando sempre com muito interesse. Isto faz com que este livro, bastante esquemático, linear e muito útil seja bastante informativo mas fique aquém do que eu gostaria e precisava. Foi bom para me lembrar de algumas coisas. Não posso deixar de o aconselhar a quem queira ler rapidamente uma história da Turquia, mas é preciso muito mais para se perceber a complexidade e o fascínio do país.

 

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