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Andava super curioso com este livro desde 2008, altura em que foi finalista do Man Booker Prize. A quantidade de elogios e o seu grau levaram-me a pensar que devia ser um daqueles casos de amor ou ódio. O problema foi o preço da edição portugesa. Digamos que 25 euros por um livro de ficção não é coisa aceitável, para mim, claro. Ainda por cima, não havia na biblioteca. Por isso, passado todo este tempo, lá me lancei na aventura de ler as 720 páginas mas em inglês. O livro merece de facto as abundantes adjetivações elogiosas que lhe têm dado - irresistível, divertido, épico, maravilhoso, etc, etc. Mas também merece outras, não tão simpáticas. O ponto é mesmo esse: este livro tem bocadinhos de tudo, vai a todas. Torna-se um enorme exagero, uma alegoria louca, uma vertigem. É um livro fantástico e é um livro parvo. Sinceramente, só lendo. Mas adorei, adorei tê-lo lido. Claro que um livro deste tipo não é fácil de resumir. Mesmo os temas são diversos. Mas, basicamente, esta é a história da vida de Jasper e de algumas das pessoas da sua família. Curiosamente, o livro não tem muitos personagens e é muito fácil de acompanhar, mesmo com as constantes mudanças de perspetiva e de narrador. O que mais interessa, no fundo, é a forma como Martin Dean, o pai de Jasper, percorre a vida em busca de um sentido que lhe escapa sempre, condenado a ser uma espécie de sombra do irmão, Terry Dean, célebre por ser um criminoso que ganhou o favor popular pela sua cruzada contra a corrupção no mundo do desporto (uma espécie de vigilante que só matava os “maus”). Mas as ações de Martin, mesmo as mais inocentes, acabam por ter consequências bem maiores e mais graves do que seria possível. Não é só azar, mas é um personagem hilariantemente azarado, de facto. Já Jasper, constrói a vida na ideia de oposição ao pai. Talvez ele nunca saiba o que quer ser, mas não quer ser como o pai. As aventuras e desventuras que daqui resultam fazem com que o livro passe pela China, Europa, Tailândia, sempre com a Austrália como pano de fundo. Para quem conhece a série Breaking Bad, eu até diria que há umas coisas em comum. Digo isto mas ainda estou muito no início da série. Mas a forma como pequenas ações, aqui e ali, provocam consequências de dimensões inimagináveis, isso é exatamente o que acontece aos personagens deste livro.

 

PS: A edição portuguesa chama-se Uma Parte do Todo.

 

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