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Já falta pouco para a minha nova viagem à Grécia e, por isso, as leituras começam a centrar-se no tema. Depois de no ano passado ter finalmente lido a Ilíada, desta vez foi a Odisseia. Mas não foi uma leitura normal. Quer dizer, até foi, para os padrões do próprio Homero, terá sido. Quero com isto dizer que decidimos, cá em casa, ler a Odisseia em voz alta, tal como os antigos faziam, pelo menos antes de ela ser um livro. Durante várias noites, depois do jantar, lemos cada um dos cantos em voz alta para percebermos melhor o que era isso da tradição oral das histórias gregas. E devo dizer que, por um lado, tornou muito mais viva a experiência mas, por outro, colocou em evidência, de forma particularmente intensa, as limitações de uma tradução em verso de uma das obras fundadoras da literatura mundial.

Sobre a Odisseia não me atrevo a tecer comentários. É a maravilhosa história de Ulisses e é fantástico conhecer, em primeira mão, o grande herói da guerra de Tróia, bem como personagens que estão no nosso imaginário: Penélope, Atena, Zeus, Telémaco, Calipso, etc. O livro nunca é aborrecido e é, muitas vezes, verdadeiramente empolgante.

É incrível que só desde há poucos anos exista uma tradução em verso para português. No entanto, não deixo de perceber agora melhor porque é que ainda não tinha sido feita e porque é que tantas vezes se opta (tanto em português como noutras línguas) por traduzir em prosa. É que a verdade é que, apesar do trabalho notável de Frederico Lourenço, há passagens que traduzidas são.. pobres. A nossa língua não será provavelmente a que mais longe fica, em termos de riqueza, do grego antigo. Mas, ainda assim, fica pobre. Há repetições constantes que talvez  façam sentido em poesia no grego mas que não ficam bem em português. Um trabalho meritório, sem dúvida, mas que nos faz sentir ainda mais o quanto nos faz falta alguns conhecimentos de grego.

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3 comentários

De Rui Bastos a 07.09.2013 às 16:20

Isso parece ser uma experiência interessante... Já no que toca à tradução, acho que traduzir poesia, de qualquer tipo e língua, é sempre um risco e raramente funciona a 80%, quanto mais a 100%.

Dito isto, ando com uma vontade imensa de ler este livro, mas tenho para mim que preciso de o fazer com calma, de forma demorada, e numa altura em que me consiga concentrar como deve ser, porque é uma uma grandiosa epopeia, e enfim, eu tenho uma paixão por epopeias!

De pedrices a 09.09.2013 às 23:01

O que é giro é que me parece super fácil de seguir. É entusiasmante e não se enrola como outras, mas talvez tenha sido pela leitura em voz alta...

De Rui Bastos a 09.09.2013 às 23:20

Isso é que me parece bem... Não me posso é entusiasmar muito, que ando agora com o Conde de Monte Cristo, que ainda se vai arrastar pelas aulas dentro, e depois tenho as aulas, e só me posso meter em algo como a odisseia lá para Fevereiro, e e!

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