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Quando escrevi aqui sobre o outro livro de Franzen, Liberdade, deixei a promessa de que havia de tirar a limpo essa ideia, que muita gente tem, de que este Correções é melhor. Bom, a conclusão (minha, pessoalíssima) é que não. Entenda-se que este é um romance extraordinário. Seja como retrato de época, seja como análise da natureza humana, seja na sua capacidade de refletir as várias fases porque passamos na vida, seja pelo desencanto que transparece, seja pela esperança, seja pelo falhanço de tentarmos as correções do que está mal, seja pelo sucesso de tentarmos as correções do que está mal. Há vários prismas e, em todos eles, este é um belíssimo livro. Mas eu gosto muito mais do Liberdade e acho que ele é superior a este, embora, provavelmente, só exista da forma que existe porque este foi escrito primeiro. É possível que o principal motivo seja o facto de eu me ter interessado infinitamente pelas personagens de Liberdade, coisa que não aconteceu aqui. Mas é isso, Correções é um livro sobre pessoas que são como são, sobre países que são o que são, sobre a forma como evoluimos e vamos fazendo escolhas. Mas todos eles, tirando talvez a velha Enid, estão ao serviço de uma história - e por mais deliciosa que ela seja, não pude deixar de desejar, aqui e ali, que os personagens fossem maiores do que ela. Adoro personagens que saem do livro e fazem o que querem. Liberdade estava cheia deles. Correções tem uma história com um pulso mais firme. Gosto da versão mais livre.

 

Sobre Franzen, fiquei convencido. Quem escreve estes dois livros é um excelente escritor. Hei de ler mais.

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2 comentários

De Carriço a 29.07.2013 às 16:21

Ora eu (abençoada pluralidade de opiniões) estou do outro lado da barricada: do lado dos que, tendo gostado muitíssimo de Liberdade, ficaram mais encantados com Correcções. É um romance tão real, tão quotidiano, tão puro e duro que até incomoda. O dia-a-dia está todo "metido" nas páginas de Correcções. É fantástico. Está lá tudo: crescer, envelhecer e morrer.
Somados os dois livros, o essencial é dizer que Franzen resulta numa grande experiência de leitura!

De pedrices a 29.07.2013 às 17:04

Nada como ler os dois, portanto :)

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