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Mais alguns

11.02.10

 

Devido à falta de tempo, fica aqui um “post-expresso” só para registar algumas leituras recentes:

 

 

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

 

 

 

Um clássico sobre um mundo onde os livros são proibidos. Mas é também mais um daqueles livros que se leem sem que, necessariamente, o seu valor literário seja o mais importante. Não é que tenha algo de errado, mas não se destaca pelo brilhantismo da prosa. É o que é e, dentro do género “distópico”, é essencial. Aborrece quando tenta passar a ter alguma “acção”.

 

 

 

A Linha da Beleza, de Alan Hollinghurst

 

Parece-me que há demasiadas coisas aqui. Este livro está cheio de pormenores, de pequenos detalhes sobre os personagens, de elementos descritivos de espaços, hábitos e atitudes. Mas não pude deixar de achar demasiado. Por exemplo, há festas que são descritas aqui até à exaustão. Não sei se era eu que queria avançar na história (porque parecia que ela nunca mais começava) ou se era simples impaciência. Mas, de facto, gosto mais dos livros em que a simplicidade consegue ser tão acutilante que diz tudo, mesmo dizendo pouco.

Bom, mas isso sou eu. O que Alan Hollinghurst faz aqui é um trabalho notável ao nível da caraterização dos seus personagens. Não tem medo de perder tempo a focar-se neles, não hesita em mostrá-los em diversas dimensões e em várias situações. E, talvez por isso, o livro seja tão considerado como documento de uma época.

(vi também a série da BBC, vale bem a pena)

 

 

A Senhora da Magia (As Brumas de Avalon I), de Marion Zimmer Bradley

 

 

 

Tantos anos para finalmente ler um livro que, à partida, eu iria adorar… E adorei. Isto só serve mesmo para quem gostar deste tipo de histórias. Mas os debates religiosos não deixam de ter um interesse particular. Agora, deixem-me ir ler o segundo.

 

 

 

A volta no parafuso, de Henry James

 

 

 

Tentando classificar este livro vou chamar-lhe uma novela de terror. Infelizmente, seja no cinema, seja na literatura, não é fácil encontrar objetos desse género que sejam realmente interessantes. Este é um exemplo feliz. Hipnótico, estranho e belo, é mais um conto do que outra coisa qualquer, mas é mais assustador e inquietante do que a maior parte do que se pode ver por aí de elaboradas histórias de vampiros e afins.

 

 

 

 

 

 

[primeiro post a tentar aplicar o novo acordo ortográfico, isto não vai ser fácil…]

 

 

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