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Quem viaja corre sempre o risco de conhecer gente interessante. E mesmo quando a conversa é breve pode ser valiosa. Foi o que aconteceu em Kalavryta quando, ao jantar, o casal holandês da mesa do lado meteu conversa. Também não era a primeira vez que estavam na Grécia, estavam quase de partida, e contaram-nos as suas voltas. Foi aí que, pela primeira vez, ouvi falar das cascatas de Polylimnio. Depois de ver as fotos, não havia como não ir lá. Ainda por cima, não ficava muito longe de Messini, o destino do dia seguinte.

Se eles não tivessem falado deste sítio, acho que nunca o descobriria. E é um magnífico passeio no meio da floresta, onde se vão encontrando lagos e cascatas com uma cor estonteante e uma água tão gelada que não dá para acreditar. Mas o passeio foi inesquecível.

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Depois do sucesso do texto anterior, passo novamente a palavra ao Ricardo para nos falar sobre Messini, um dos locais que mais nos supreendeu.

 

Messini 

 

“À volta de Messini há uma muralha, toda em pedra, com torres e ameias. Nunca vi as muralhas de Babilónia, nem as de Memnon, em Susa, na Pérsia, nem alguma vez encontrei quem as tivesse visto; mas as muralhas em Ambrossos, na Fócia, em Bizâncio e em Rhodes, todas das mais bem fortificadas, não são tão fortes como a muralha de Messini”.

[Pausânias, Descrição da Grécia, 4.31.5]

 

Pausânias, geógrafo e viajante grego que viveu no período áureo do império romano, e a quem se deve aquele que é considerado o mais antigo guia de viagem sobre a Grécia, começa assim o relato da visita que fez a Messini (que também toma o nome de Messene nos mapas e guias em inglês), num tempo em que a cidade já era velha, pois que contava seis séculos.

Fundada em 371 a.c. pelo general tebano Epaminondas depois de derrotar Esparta na Batalha de Leuctra,  Messini nasce para ser, juntamente com Megalopolis, Mantineia e Argos, um bastião de defesa contra uma Esparta derrotada mas perigosamente próxima, e sequiosa de reconquistar um território que lhe pertencera nos 350 anos anteriores.  Ao tempo de Pausânias, no século II, a paz imperava, e Messini continuava próspera. Pausânias fala sobretudo dos templos e das numerosas estátuas  - com destaque para as de Damophon, um dos melhores escultores do período helénico, e do qual duas obras podem ainda ser vistas no pequeno museu perto da entrada do complexo arqueológico - que encontrou, e de como, falando com os habitantes, estes lhe revelaram muitas informações sobre elas. A cidade, que consta ter tido mais importância em termos económico-administrativos que culturais, continuaria a crescer e a manter-se por longos anos, até mesmo depois da queda de Roma. O seu declínio começaria apenas por volta do séc. VII, e, ainda assim, seria um declínio gracioso, visto que, ao contrário de outras grandes cidades da antiguidade, em vez de se limitar a ser engolida pela terra e pela vegetação até ser só um mito celebrado por poetas (pense-se em Tróia e Micenas, antes de Schliemann), o lugar, lindíssimo e extremamente fértil, onde foi edificada nunca chegaria a ser completamente abandonado, antes dando lugar a novas povoações. No século XIX, uma equipa de arqueólogos francesa deu então início à redescoberta da cidade (obrigando à relocalização de parte da vila de Mavromati, que havia sido construída no mesmo local), e as escavações e restauros continuam até hoje; no próprio dia em que a visitámos (era uma terça-feira), pudemos observar um grupo de arqueólogos e de máquinas em acção perto da Ágora, ao fundo do teatro maior, onde, por momentos, uma névoa sobre a planície nos parecia fazer crer estarmos noutra Delfos.

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É, de facto, das mais belas e bem preservadas cidades da Grécia antiga. Se algum dia forem ao Peloponeso, lembrem-se de Messini, no sopé do monte Ithomi. E depois das muralhas de Pausânias, procurem o estádio.

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Nota prévia: pode parecer absurdo ainda andar a contar a viagem do ano passado quase um ano depois. Mas dá-me imenso gozo revivê-la, e reviver é também uma forma de preparar a próxima...

 

Encontrei Pylos a ler um livro de história da Grécia. Uma fotografia de página inteira que mostrava uma baía espetacular. Larguei o livro e fui para a net para perceber onde era. Não podia calhar melhor. Afinal, andava eu a ler para preparar a viagem ao Peloponeso e Pylos era precisamente lá. Para quem nunca ouviu falar, talvez não seja má ideia referir o outro nome da baía: Navarino, o nome da famosa batalha foi fundamental na história da guerra pela independência da Grécia.

O que mais me impressionou ao ir lá foi perceber o quão pouco turística a região é. Quer dizer, para padrões gregos, claro. A baía é espetacular, com praias maravilhosas, com sítios fascinantes para visitar e, no entanto, tem muito menos turismo do que a maior parte dos locais que já visitei. No entanto, diria que, em termos de beleza, Santorini não é assim tão superior. Problema: não tenho uma foto que lhe faça justiça. É impossível, estando lá, conseguir estar num local suficientemente alto para abarcar a paisagem. Por isso, aqui fica o pouco que consegui:

Pylos

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 E esta é uma das mais fantásticas praias onde já estive, mesmo ao lado da baía de Navarino (a foto não é minha).

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Na região há muito que ver, nomeadamente o palácio de Nestor que estava fechado para recuperação, o que me obriga a ter que lá voltar qualquer dia... Há por ali castelos e muitos vestígios da civilização micénica, nomeadamente os Tholos que eram os túmulos usados na altura. Vai-se na estrada e lá se encontra mais um.

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