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Há sempre um problema em ler história recente. Neste caso, ler história que ainda está a acontecer. Mas, pior que isso, é não ler nada e esquecer completamente a mais básica ordem cronológica. Todos os dias vejo gente a falar da situação política, ecconómica e social sem um mínimo de rigor ou de verificação factual. Mas, enfim, vivemos num tempo em que o protagonismo dos treinadores de bancada atingiu dimensões insuportáveis. Mas adiante, este post não é sobre isso.

 

Gavin Hewitt, editor para a Europa da BBC, escreveu neste livro uma história da crise europeia dos últimos 4 ou 5 anos. Ou seja, aqui conta-se a história de como a Espanha, a Irlanda e a Grécia se afundaram e necessitaram de resgates financeiros. Também conta sobre Portugal mas parece mais um parêntesis do que outra coisa qualquer quando comparado com o destaque dos países referidos.

 

A estrutura, embora com o mérito de querer ser temática e “original”, acaba por enfraquecer o livro. O autor tenta levar-nos a ver a crise a partir de ângulos diferentes. Ora, o ponto de vista é a Irlanda, ora é a Grécia, ora é Itália. O problema é que estes pontos de vista cruzam acontecimentos e, portanto, algumas vezes vemos a mesma coisa a ser explicada em mais do que um capítulo, e sem que o tal ponto de vista acrescente algo de interessante ao acontecimento. Cheguei a ter a sensação de que já tinha lido páginas inteiras noutro capítulo, o que não é nada bom. Mas a verdade é que a história é contada de forma tão entusiasmante que depressa se fica novamente empolgado com o que vem a seguir.

 

Acho que este livro serve para muita coisa:

 

- explica como é que se processam muitas das decisões a nível europeu (era tão bom que as pessoas percebessem a complexidade do assunto em vez de ficarem pela crítica fácil de que “eles não fazem nada” ou de que a Merkel é a “má” e pronto)

 

- demonstra como os povos dos países intervencionados beneficiaram e abusaram de uma série de facilidades e como isso os colocou na posição em que se encontram. Há uma coisa que me arrepia mais do que tudo na forma como as pessoas reagem ao que aconteceu: o dizer-se que a culpa é dos políticos e que o resto da população é inocente. Bom, os exemplos são mais que muitos, mas no caso grego até fazem rir, fazem mesmo! A forma como os gregos fugiam (e fogem) aos impostos é uma das razões para que o país esteja como está. Mas, lá como cá, toda a gente diz que a culpa é SÓ dos políticos (lá não sei, mas em Portugal até há quem aponte o simplório dedo a apenas um deles, seja Sócrates, seja Cavaco ou, melhor ainda, Passos, mesmo que só tenha vindo depois)

 

- revela a forma como os grandes beneficiados dos exageros do sul foram os países mais ricos e como é que eles reagem a querer disciplinar aqueles que ajudaram a exagerar

 

- Hewitt também se detém em alguns apontamentos mais biográficos sobre as grandes figuras da Europa Merkel, Sarkozy, Papandreou, etc. E, para quem quiser rir, rir muito (ou talvez chorar, chorar muito), até tem o Berlusconi…

 

No balanço final, é uma leitura absorvente e profundamente interessante. Não é um livro com uma tese nem toma, por aí além, posições. Mas ajuda muito a quem quiser construir uma opinião fundamentada, com alguma análise histórica e, acima de tudo, bom senso. 

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O primeiro livro que comentei nese blog foi de Doris Lessing. Depois, voltei a lê-la, anos depois, e a falar dela. Mas este é a primeira vez que gostava de não o fazer. Doris morreu hoje, aos 94 anos, mas felizmente ainda há muito dela que poderei descobrir.

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Já disse aqui que Creta é uma ilha que tem um pouco de tudo para todos. E mesmo eu, que não sou propriamente um amante de praia, não podia ficar indiferente às maravilhas que a ilha oferece.

Confesso que tinha alguma expetativa, por causa do que tinha visto nos guias, mas estava longe de pensar que pudesse ser tão bom ir à praia. Tudo começou com um pequeno mergulho:

onde percebi logo que, para além da temperatura da água e da sua limpidez, o mais impressionante estava lá dentro. Nunca fiz mergulho mas, em Creta, nunca fui nadar sem óculos para poder ver o fundo. Os peixes e as rochas veem-se quase tão bem como se não estivessemos na água, o que é impressionante e lindo. 

Depois, há as praias dos resorts que estão tão cheias de chapéus e espreguiçadeiras que é quase impossível encontrar um espaço. São bonitas, mas dessas só me apetecia fugir.

O melhor é há sempre uma outra praia, e muitas praias desertas. Mas há duas que superam tudo (e ainda houve umas quantas que ficaram por ver):


Elafonisi

 

Elafonisi fica no extremo sudoeste de Creta. Para lá chegar, é preciso ter em conta a estrada, a qual não sendo difícil por aí além faz com que se perca imenso tempo.

Elafonisi é uma pequena ilha mesmo em frente à praia. E é quase o que eu chamaria uma ilha-praia. Vou começar por mostrar uma foto que não é minhas mas onde se pode ver de cima, o que é essencial para perceber a “lógica” do sítio.

 

 

Como se vê, a distância entre a ilha e a praia não é grande. E isso torna tudo muito mais interessante. A profundidade da água é mínima e, portanto, podemos passar de um lado para o outro andando a pé. Ora, este ritual de passagem, por ser tão estranho torna-se deslumbrane, pela cor da água, pela nitidez com que se consegue ver o fundo, pela mistura do azul e do verde. Passando para a ilha, é intressante passear nela, indo até à ponta. Pelo caminho, que é sempre praia pode-se parar para um mergulho em qualquer lado. Está tudo cheio de rochas, mas vê-se tão bem que acaba por não ser minimamente perigoso. Há areia cor de rosa, um fenómeno geológico que não sei explicar mas que torna tudo quase mágico. Nadar aqui é simplesmente espetacular, pela temperatura da água, pelos peixes que se podem ver, pela delícia da paisagem dentro e fora de água. Foi uma experiência inesquecível.

 

Balos

 

Belos é outra ilha junto à frente da praia, mas esta no extremo noroeste. Aparentemente, muita gente vai para lá de barco. Mas como a minha base era Kissamos-Kasteli, estava a uma pequena distância de carro. Por isso lá fui.

A primeira surpresa foi que, de repente, acabou a estrada e tinha que se pagar 1 euro para continuar. Tudo bem, há de valer a pena. Os 5kms seguintes foram nas condições que se podem ver na foto abaixo. Basicamente avançar devagar, muito devagar. Depois, estacionar e fazer o resto do percurso a pé (uma meia hora a descer para a praia - o que tem sempre como contrapartida haver uma outra meia hora para subir).

 

 

Mas eu não tinha dúvidas de que o esforço seria recompensado. Logo que se começa a descer vê-se isto:

 

 

 

 

E é um bocado como se o mundo parasse. Ao contrário de Elafonisi aqui não só podemos ver de longe e de cima, como somos obrigados a fazê-lo. Quando aqui cheguei tive pena de quem opta pelo barco. Mas quem não vê é como quem não sabe (pois… o provérbio até é capaz de ser ao contrário, mas aqui faz mais sentido assim). A descida até à praia torna-se bastante perigosa porque não se consegue olhar para o chão com atenção, só apetece ficar a olhar para a ilha.

Para além desta praia, pode ver-se na imagem que há uma outra, noutra ilha - fica para a próxima.

Lá em baixo, mais uma vez, passa-se para a ilha a pé. Aqui a água é mais funda, chega a passar da cintura, nada de preocupante. O resto, é entrar na água, nadar sem nunca perder o pé, e pensar que as Caraíbas devem ser o máximo, mas eu fico-me por aqui.

 

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Foi há cem anos que saíu o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, aquele que é um dos mais importantes clássicos da literatura.

 

Ainda estou bastante atrasado, só  li os três primeiros volumes. Ando a ler, devagar, já desde 2010. Andei a percorrer o pedrices e lá encontrei uma entrada onde disse:

 

Comecei a ler Proust. Sim, exatamente, o Em busca do tempo perdido. Por isso, talvez só volte daqui a 7 volumes, ou daqui a 7 anos, o que acontecer primeiro.

 

Tenho gostado de voltar a Proust de vez em quando. Dois dos livros, demorei meses a completar; já o primeiro, li mais rápido. A sensação que tenho, a cada página, é a de perfeição da escrita. Quando se fala da literatura como arte, basta ler Proust para perceber o que isso quer dizer. As frases são elaboradas, perfeitas, deslumbrantes.

 

Talvez não demore 7 anos a ler. Mas não tenho pressa, gosto desta sensação de que ainda tenho muito Proust pela frente.

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Segundo o Mo Yan que estou a ler, dizia Confúcio "Sem nomes justos, a língua não pode dizer a verdade". E eu penso que uns idiotas que vão para o parlamento chamar assassinos aos nossos deputados fazem várias coisas:

 

- desrespeitam a instituição onde, mal ou bem, a nossa democracia toma forma;

- desrespeitam a memória de pessoas efetivamente assassinadas por políticos;

- empobrecem um ato que alguns, há muito pouco tempo souberam enobrecer, cantando a Grândola Vila Morena.

 

Mas não, parece que por cá quem merece reprovação e achincalhamento público é quem, muito justamente, acha isso errado.

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Ou deixas de foder outras ou está tudo acabado.

 

É assim, exatamente assim, que começa aquele que é provavelmente o melhor livro de Philip Roth (ainda me falta ler muitos mas diria que este fica a par de Pastoral Americana).

Mas se alguém pensar que esta é a simples história de uma mulher traída a tentar restabelecer a sua legitimidade, não, não é bem isso:

 

Foi este o ultimato, o exasperante, inacreditável e absolutamente imprevisto ultimato que a amante de cinquenta e dois anos fez lavada em lágrimas ao seu amante de sessenta e quatro (...) agora, na proximidade do fim de tudo, estava a ser intimado a virar-se do avesso sob pena de a perder.

  

O amante de 64 é Sabbath, um personagem que não é fácil conhecer. Enfim, por mais livros que leia de Roth, há coisas às quais não me consigo habituar. Há qualquer coisa de repugnante nestes personagens mas, ao mesmo tempo, eles parecem tão genuínos (num mau sentido) que se tornam irresistívies. Roth é um voyeur. E, pelos vistos, interessa-se por espiar aqueles que são mais reles. O resultado, para quem lê, é uma surpresa constante e uma perturbação intensa que dura do princípio ao fim da história. Não me consigo habituar num sentido estranho: fico sempre incrédulo perante a capacidade de Roth escrever coisas que até seriam meio caminho andado para fechar o livro.

 

Este Teatro Sabbath tem quase 500 páginas para contar a história de  um boémio sexual, permitam-me a expressão. Uma das suas amantes regulares é Drenka, de 52, casada e com o seu quê de ninfomaníaca. É ela que abre o romance com o tal ultimato, ela, profundamente infiel, quer “fidelizar” um homem que nunca o foi, ainda por cima a partir da posição de amante (e ele também é casado). A partir daqui pode pensar-se que iremos assistir às aventuras de um Sabbah a tentar escapar ao ultimato, ou algo assim. Mas rapidamente este ultimato deixa de fazer sentido, devido a uma circunstância que, apesar de ocorrer bem cedo, não quero revelar. É no final do primeiro capítulo que essa ocorrência perturba o rumo que parecia estar a anunciar-se e que o livro começa a desenvolver-se como uma extensa revisão daquilo que ficou para trás, de quem foi Sabbath e do que foi fazendo ao longo da vida. Marcado por um insidioso desejo de morrer, descrito assim:

 

O-desejo-de-não-continuar-vivo acompanhou Sabbath até à escada da estação e, depois de ele ter comprado um bilhete, passou o torniquete bem na sua cola. Quando Sabbath entrou no comboio, sentou-se no seu colo.

 

Sabbath lança-se numa revisitação e num andar em frente, a caminho dessa vontade, que nos fazem acompanhá-lo numa viagem sem remorsos e impiedosa. Sabbath é Sabbath. O que não é lá muito bom.

 

Este é um dos livros que o autor mais gostou de escrever, dizendo que nele há imensa liberdade. Sem dúvida. Uma liberdade que chega a incomodar. Atenção, eu não sou propriamente um puritano. Longe disso. Já li Sade, Genet, até o Teleny, não sou estranho à literatura mais “pornográfica”. Só os grandes livros nos abanam assim. O choque não está nas ações, o choque está na verosimilhança das ações, no sentido preciso que elas têm, ou podem ter. Há a vida real e há a vida dos nossos pensamentos. Mas há quem viva sem limites, praticando aquilo em que pensa. Este é um livro para quem não tem medo de saber. O que não quer dizer que não se sinta profundamente chocado na mesma. Felizemente, há também o humor de Roth que torna tudo profundamente cómico, se bem que, como se sabe, o riso serve muitas vezes para sublinhar o trágico.

 

Para quem leu O Complexo Portnoy, é difícil não lembrar esse livro ao ler este. As ações e depravações de Portnoy talvez se suportassem com maior leveza. Havia qualquer coisa em Portnoy que relativizava a sua obscenidade. É um porco porque é um revoltado, enfim, coitado, podia ser este o sentimento. Mas aqui, com Sabbath, as coisas são bem diferentes. A sua idade dá-lhe um estatuto diferente mas, ao mesmo tempo, é mais inaceitável o seu comportamento. O pior é que acaba por se comportar muito pior que Portnoy.

 

Podemos pensar nele como um porco, um prevertido, um nojento, isso tudo. Que Roth consiga transformar tal personagem em alguém sobre quem vale a pena ler  é, digo eu, do domínio do génio. Isso, com Roth, não é nenhuma surpresa. Mas, melhor ainda, é a forma como esse personagem odioso vai ficando connosco até se começar a confundir a repulsa com a curiosidade, a raiva com a ternura. Talvez, no fundo, Sabbath seja tão humano como qualquer um de nós. E essa não é uma lição fácil de engolir.

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Não me levem a mal ter posto o nome da cidade de que vou falar em grego. Vi umas 4 ou 5 maneiras de escrever isto no nosso alfabeto. E ainda não percebi qual delas é a mais correta, se é que se pode falar em transcrição "correta" quando se lida com alfabetos diferentes. Escolham a vossa: Ieraklion, Ieraklio, Heraklião, Heraklion... Pronto: Ηράκλειο, assim sei que está certo (as letras correspondem às nossas e,r,a,k,l,e,i,o).

Ηράκλειο é a capital de Creta e é uma cidade cheia de vida e energia, bem grega, por sinal. 

Há muitos vestígios do domínio veneziano e do turco. Fora esses apontamentos arquitetónicos mais antigos, a cidade é francamente desinteressante de um ponto de vista estético.


Deixo-vos com algumas imagens. Da famosa praça dos leões, de edifícios venezianos, e de um simpático habitante que se sente na sua cidade como em casa:



É também nesta cidade que se encontra o fabuloso museu arqueológico. A coleção é composta essencialmente por vestígios arqueológicos dos minóicos, com destaque para Knossos. E é espantoso. Alguns destaques abaixo.





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No Porto

05.11.13

Mas não dá mesmo para vir ao Porto e não apanhar chuva, pois não?

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Andava super curioso com este livro desde 2008, altura em que foi finalista do Man Booker Prize. A quantidade de elogios e o seu grau levaram-me a pensar que devia ser um daqueles casos de amor ou ódio. O problema foi o preço da edição portugesa. Digamos que 25 euros por um livro de ficção não é coisa aceitável, para mim, claro. Ainda por cima, não havia na biblioteca. Por isso, passado todo este tempo, lá me lancei na aventura de ler as 720 páginas mas em inglês. O livro merece de facto as abundantes adjetivações elogiosas que lhe têm dado - irresistível, divertido, épico, maravilhoso, etc, etc. Mas também merece outras, não tão simpáticas. O ponto é mesmo esse: este livro tem bocadinhos de tudo, vai a todas. Torna-se um enorme exagero, uma alegoria louca, uma vertigem. É um livro fantástico e é um livro parvo. Sinceramente, só lendo. Mas adorei, adorei tê-lo lido. Claro que um livro deste tipo não é fácil de resumir. Mesmo os temas são diversos. Mas, basicamente, esta é a história da vida de Jasper e de algumas das pessoas da sua família. Curiosamente, o livro não tem muitos personagens e é muito fácil de acompanhar, mesmo com as constantes mudanças de perspetiva e de narrador. O que mais interessa, no fundo, é a forma como Martin Dean, o pai de Jasper, percorre a vida em busca de um sentido que lhe escapa sempre, condenado a ser uma espécie de sombra do irmão, Terry Dean, célebre por ser um criminoso que ganhou o favor popular pela sua cruzada contra a corrupção no mundo do desporto (uma espécie de vigilante que só matava os “maus”). Mas as ações de Martin, mesmo as mais inocentes, acabam por ter consequências bem maiores e mais graves do que seria possível. Não é só azar, mas é um personagem hilariantemente azarado, de facto. Já Jasper, constrói a vida na ideia de oposição ao pai. Talvez ele nunca saiba o que quer ser, mas não quer ser como o pai. As aventuras e desventuras que daqui resultam fazem com que o livro passe pela China, Europa, Tailândia, sempre com a Austrália como pano de fundo. Para quem conhece a série Breaking Bad, eu até diria que há umas coisas em comum. Digo isto mas ainda estou muito no início da série. Mas a forma como pequenas ações, aqui e ali, provocam consequências de dimensões inimagináveis, isso é exatamente o que acontece aos personagens deste livro.

 

PS: A edição portuguesa chama-se Uma Parte do Todo.

 

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Catalogar este livro não é fácil. Vê-lo como romance não é convincente. Vê-lo como autobiografia é melhor, mas não se percebe onde começar a acaba a realidade. Por outro lado, talvez isso não interesse muito. Encarei-o como um ensaio. E é um ensaio sobre a morte e como é que se vive com essa ideia de que vamos morrer. Ou melhor, como é que o narrador vive com isso. Sinceramente, não é o livro mais interessante sobre o assunto. Para quem se interesse pelo tema, o livro De Frente para o Sol, de Irvin D. Yalom, acho eu, é bem mais compensador. Mas Barnes é um escritor, e Yalom um contador de histórias. Por isso, a comparação é capaz de não ser justa.

Foi o meu segundo livro de Barnes depois de ter lido o magnífico O Sentido do Fim. Claro que, se for comparar, este Nada a Temer fica a perder, mas talvez também não seja uma comparação justa. Lá está, este é um ensaio, o outro é ficção. Concluo apenas que vale a pena ler Barnes mas, para já, fico com a ideia de que é muito melhor ler a sua ficção. Mas ainda voltarei a este tema porque está cá em casa um outro livro de Barnes, e também de ensaio...

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