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Começar por Delfos foi uma decisão surpreendentemente feliz. De certa forma, deu mais sentido à viagem. Delfos foi o centro do mundo na antiguidade. Mais propriamente, era o unfalus (sei lá eu escrever isto...), o umbigo do mundo, que está representado na foto:

Claro que isto é muito mais giro se recorrermos à mitologia. Aí a história passa a ser: Zeus largou duas águias, uma em cada ponta do mundo, e este foi o local onde elas se cruzaram. Portanto, o centro.

O famoso Oráculo estava no templo de Apolo, do qual resta o que aqui se vê:

 

Mas para além disto, Delfos tinha muitas outras construções: estádio teatro, vários templos (os tesouros). Atualmente, tem um edifício do Museu pelo que depois de visitar a área do santuário se pode ver o que lá havia.

Mas o mais impressionante em Delfos é o sítio. Creio que se pode ver bem na foto seguinte:

 

 As montanhas, o vale e o mar (está ali perto, embora não se veja quando se lá está. Mas era uma das formas de lá chegar), formam um panorama magnífico que impressiona não tanto pela beleza, mas mais pela grandeza.

  

No museu há obras notáveis, sendo que a mais impressionante é esta, um dos poucos exemplos onde se pode ver como eram os olhos das estátuas:

 

 

Saindo da zona do santuário, do outro lado da estrada, ainda podemos ver o templo de Atena e outros vestígios. Este é particularmente impressionante pela forma redonda.

 

 

E devo dizer que o Oráculo ainda funciona perfeitamente. A pergunta que fiz foi se a minha viagem à Grécia ia correr bem, ele disse que sim, que ia ser fantástica; e assim foi ;-)

 

A seguir... Atenas.

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Tudo o que sempre quis saber sobre mitologia grega e nem sabia por onde começar a perguntar!

 

Ora aqui está aquele que é para mim “o” livro sobre mitologia. Está lá tudo o que me interessa. Não é nada fácil, muitas vezes, ler estas história sem nos sentirmos enrolados num novelo de dimensões épicas. Mas é isso mesmo que este livro faz, contas as histórias de forma exemplar, clar, e e não menos empolgante.

Ah, e o último capítulo é dedicado à mitologia nórdica. Muito pouco desenvolvido, mas suficiente para se ficar com vontade de saber mais.

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Vá, vou ser sincero. Eu acho a ideia de viajar no tempo uma coisa absolutamente fantástica. E a ideia de podermos ser invisíveis. E podermos viajar no espaço mais depressa do que a luz. Pois, mas pensar a sério nisso? Não propriamente. Já li alguns livros de ficção científica e já li outros de divulgação científica. E fico sempre a patinar (a física deve ser das coisas mais fascinantes do mundo, mas também é demasiado inalcançável para quem não a “pratica”). Portanto, ler sobre o tema é fixe mas acabo sempre por ler compreendendo muito pouco e sem ter uma noção de conjunto.

É nisso que este livro ajuda. O autor pega em grandes temas e dedica um capítulo a cada um deles: por exemplo, se é possível a invisibilidade, se é possível viajar no espaço, se é possível viajar mais rápido do que a luz. Sempre que possível, pega em exemplos da literatura (de ficção científica) ou da televisão e cinema (Star Trek e Star Wars são os grandes protagonistas, claro) para explicar do que é que vai falar. Depois faz uma espécie de estado da arte em relação ao que a ciência fez naquele campo. Nunca se fica com a ideia de que vai ser fácil ou de que a resposta está ao virar da esquina. Mas percebe-se quais são as grandes questões a ultrapassar, ou o quão longe estamos de lá chegar.

Claro que houve momentos de desespero a tentar perceber minimamente o que lia. Mas, no geral, é muito fácil de acompanhar.

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Se o homem não crê como nós, dizemos que é um excêntrico, e a coisa fica por aqui. Quer dizer, fica por aqui, porque hoje não o podemos queimar.

Mark Twain

 

 

Podemos reconhecer um pioneiro pela setas que tem nas costas.

Beverly Rubik

 

In A Física do Impossível, de Michio Kaku

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Sonhei com isto na noite passada. Um destes dias...

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“Uma nova verdade científica não triunfa por convencer os seus oponentes levando-os a ver a luz, mas sim porque eles acabam por falecer e uma nova geração cresce já familiarizada com o novo.”

Max Planck

 

In A Física do Impossível, de Michio Kaku

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Começa aqui a publicação de alguns posts sobre viagens que eu fiz ou venha a fazer. Obviamente, começo com a recente ida à Grécia. Não sei se vou conseguir cobrir tudo mas, pelo menos, espero deixar aqui alguns pontos mais importantes.

O itinerário da viagem foi o seguinte: 

 

Dia 1

Voo Lisboa - Atenas

Excursão a Delfos

Fim do dia em Atenas

 

Dia 2

Atenas

 

Dia 3

Atenas

 

Dia 4

Atenas

Voo para Santorini

 

Dia 5

Santorini

 

Dia 6

Santorini

 

Dia 7

Santorini

Barco para Naxos

 

Dia 8

Naxos

Barco para Mykonos

 

Dia 9

Mykonos

 

Dia 10

Mykonos

 

Dia 11

Mykonos

Voo para Milão

Viagem de carro para o Lago Como

 

Dia 12

Passeio pelo Lago Como

 

Dia 13

Voo Milão-Lisboa

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Não posso deixar de escrever o título deste post sem me lembrar que passei a minha vida “literária” a arranjar razões para não ler este livro. Por exemplo: “Já li tanta coisa sobre ele que não vale a pena”, “Se já o conheço tão bem, não era melhor aproveitar para ler outros? Porque o tempo é escasso…”.

Estas razões nunca me concenceram completamente mas foram servindo para adiar o inevitável. E finalmente aconteceu. Claro que não posso deixar de me sentir estúpido por não ter lido antes um livro que é talvez o livro dos livros (deixando de lado razões religiosas que podem promover outros livros), um livro que, mais de 2500  anos depois de ter sido escrito, continua a ser lido e esmiuçado, um livro que contém a origem de muitas das histórias que estão mais enraizadas na nossa memória coletiva.

É claro que é uma maravilha absoluta. Também é verdade que pode ser chato. As descrições (horrosamente explícitas) das batalhas são longas e nem sempre fáceis de acompanhar. Mas, aconteça o que acontecer durante a leitura, pouco preparados ficamos para o os cantos XXII e XXIV. Este último, o canto final, é uma das maiores maravilhas da literatura. E que pena não o poder ler em grego, com toda a sua riqueza de significados.

Não há mais nada que possa dizer. Deixo apenas alguns momentos.  

 

Canto XXII, quando a mãe de Heitor lhe implora que não vá ao encontro de Aquiles:

 

A mãe lamentava-se, em pranto, com uma mão desnudou o colo, e segurou o seio com a outra; e derramando lágrimas disse estas palavras aladas:

- Heitor, meu filho, respeita este seio e compadece-te de mim. Se alguma vez te ofereci o seio que cala o choro, recorda-o agora, meu filho. Repele esse inimigo do interior dos muros, não saias ao seu encontro! (…)

p.328

 

Canto XXIV, quando o digníssimo Príamo vai ao encontro de Aquiles para lhe pedir que restitua o corpo do seu fiho Heitor à família e a Tróia:

 

(…)Sem ser visto, o grande Príamo entrou e, aproximando-se, abraçou os joelhos de Aquiles e beijou as suas terríveis mãos homicidas, que tantos filhos lhe haviam morto.

(…)

Respeita os deuses, Aquiles, e apiedai-te de mim, em memória de teu pai; sou ainda mais digno de dó, pois tive a coragem de fazer o que não fez ainda humano algum sobre a terra: levar à minha boca a mão do matador de meu filho.

p.369

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De vez em quando, muito de vez em quando, aparece-me um filme que me alimenta tanto como um bom livro. Foi o caso com este. Um grupo de amigos que passam férias juntos, um ritual de há anos. Desta vez, no entanto, as coisas não correm assim tão bem, talvez porque as pequenas mentiras são cada vez mais insidiosas mas também cada vez mais necessárias.

 

Sempre senti alguma distância em relação a um filme que marcou muita gente, Os Amigos de Alex. Parece-me que este pode ser Os Amigos de Alex da minha geração. Os atores são notáveis, o argumento é simples e subtil mas sempre em crescendo, o desenlace é perturbador. Brilhante.

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Nota prévia: estou assumidamente a ignorar a edição portuguesa (que foi a que li) e o título que lhe foi dado. O próprio Murakami explica no livro que o título do livro - What I Talk About When I Talk About Running é uma homenagem/citação a Raymond Carver e à sua obra What We Talk About When We Talk About Love. A edição portuguesa resolveu ir por outro caminho.

 

Raramente leio dois livros do mesmo autor em pouco tempo. A não ser que sejam continuação uns dos outros. No entanto, pouco depois de ter acabado a trilogia 1Q84, já estava a ler este De Que Falo Quando Falo de Correr. E a razão disso é que comecei a correr há pouco tempo e andava à procura de um livro que fosse interessante sobre o assunto.

 

Gostei mesmo muito de ler esta espécie de diário. Murakami fala sobre correr, conta como foi correr a maratona de Atenas até… Maratona (sim, a original, ele fez a corrida!), fala sobre escrever e como o faz, fala sobre a sua vida no geral. É um relato intimista e interessantíssimo. Parece-me que este livro pode ter dois públicos (e pode-se fazer parte dos dois): quem gosta de correr e quem gosta de Murakami.

 

Uma surpresa muito agradável, ler um Murakami sério, num registo do dia-a-dia.

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