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Delos, Grécia

30.09.12

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Hoje vivi momentos muito especiais. Fui a Delos, uma ilha não habitada que já foi uma grande cidade e que era também um santuário. Foi lá que nasceu Apolo, o deus do sol. A luz é especial e parece que os raios de sol incidem ali de uma forma mais forte do que nos outros locais - algo comprovado pelos cientistas. As ilhas onde estou chamam-se cíclades por se distribuirem à volta de Delos. Deixo algumas fotos: da cidade, do monte a que subi, e de mim, já novamente em Mykonos, a olhar para Delos, ainda incrédulo da intensidade da experiência de lá ter ido.

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Naxos, grécia

29.09.12

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Templo de Apolo, em Naxos. É bom estar num sítio onde o pôr do sol é todos os dias um acontecimento.

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Grécia

27.09.12

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Sim, está a ser um sonho. Em Atenas, junto ao Templo de Zeus e com a Acrópole lá em cima. sempre achei que vir aqui e ver isto seria um dos momentos altos da minha vida. E foi. Mas a Grécia não é só Atenas e, em Santorini encontrei uma das mais belas livrarias que já vi. Trouxe o último livro do Karnezis, The Convent E a caminho de Naxos, com o Murakami no Kindle e os Fleet Foxes nos ouvidos E amanhã, Mykonos.

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Este post é um até logo... Vou de férias, não sei bem o que vai acontecer ao pedrices durante esse tempo. Se conseguir, prometo vir cá dar uma notícia ou outra.

Mas queria dizer-vos que, nos últimos tempos, tenho tido um prazer especial em aqui escrever. É bom sentir a vossa companhia. Também por isso, há coisas que irão mudar quando eu regressar. Apetece-me escrever, aqui e ali, sobre outras coisas. O que vai implicar algumas mudanças na organização e desenho do blog.

Mas primeiro as férias e, como podem ver, é um drama escolher os livros para levar. Até vos pedia opiniões, mas acho que não vou ter tempo de as contemplar nas minhas escolhas. Estava assim há bocado:

 

 E agora parece que vai ser assim (valha-me o Kindle e as centenas de livros que lá cabem):  

A foto está péssima... MAs acho que percebem a ideia.. E não sei se esta vai ser a escolha final...

Amanhã vou fazer uma viagem que é muito mais sentimental do que propriamente geográfica. Ir à Grécia foi um sonho sempre adiado mas que finalmente vou concretizar. Amanhã por esta hora estarei a embarcar e, na sexta de manhã, espero estar no oráculo de Delfos – alguém tem perguntas? Depois, vai ser Atenas, Santorini, Naxos, Mykonos, Delos, e ainda uma passagem pelos lagos da zona de Milão, em Itália.

Pensando que alguns de vocês poderão ir passando por cá, deixo um presente, um poema do grego Konstandinos Kavafis. Assim, terão sempre algo que ler. Espero que gostem.

 

Jónico

Porque partimos as estátuas deles,

porque os expulsámos dos túmulos deles,

não morreram por isso os deuses de modo algum.

Ó terra da Jónia, a ti amam ainda,

de ti as suas almas se lembram ainda.

quando amanhece sobre ti uma alba de agosto

pela tua atmosfera perpassa um vigor da sombra deles;

e por vezes uma figura etérea de um

efebo, vaga, de andar rápido,

passa por cima das tuas colinas.

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...

19.09.12

Está a ser tão difícil manter a disciplina e não abandonar tudo para ir ler este...

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A Caverna é bem capaz de ser um livro menor no contexto da obra de Saramago. Até eu me sinto compelido a concordar com isso. De todos os seus romances, é um dos que menos recordava, exceto por um extraordinário  cão-personagem que se chamava Achado e foi pretexto para belíssima prosa (morreu há pouco tempo o cão que o inspirou, conforme notícia que aqui deixei) .

Porquê, então, reler A Caverna? Em primeiro lugar, porque assim calhou. Fui ver a exposição na casa dos bicos e, como todos os anos acontece, tinha que escolher um livro para reler por ocasião do aniversário da morte de Saramago. Ainda pensei em ler, finalmente, o Clarabóia. Mas não, a homenagem é reler, não ler pela primeira vez. E, ao mesmo tempo, saber que ainda tenho a Clarabóia para ler faz-me sentir que ainda há novos Saramagos, o que é mais parecido com ele estar vivo.

Mas adiante. Na exposição estive a ler A Caverna, as provas com correções, e. por algum motivo, pareceu-me que sim, que era aquele o livro. Mas o facto de estar quase de férias, e quase a caminho da Grécia, também me fez pensar que a Caverna, que começa com uma citação de Platão e fala sobre essa mesma caverna do filósofo grego, era o livro a ler. E, pronto, as parvoíces de um fã estão contadas, avancemos para a obra.

A Caverna fala de um oleiro  que vendia as suas peças de barro para um grande centro comercial. Um dia, dizem-lhe do centro que vão reduzir as encomendas. O nosso homem, fica sem saber o que fazer. A sua filha encoraja-o a começar a produzir bonecos. E assim se lança o oleiro nnum novo tipo de produção. Por outro lado, começa a admitir a hipótese de se mudar para o "centro".  Pelo meio, aparece um cão lá em casa e vai ficando.

O "centro" é algo que nunca sabemos muito bem o que é… Aparentemente é um centro comercial. No entanto, percebemos que as pessoas vivem lá. Pelo que parece ser uma cidade fechada num arranha-céus. Uma coisa que, por enquanto se vê mais na ficção científica.

A alegoria é sobre o capitalismo, blá, blá, blá, e sobre como tudo se vende e como tudo é esmagado. Nada que não se possa encontrar por aí em tantos outros livros. Há Orwell, há Huxley, há tudo aquilo a que estamos habituados. Há um pouco de Platão também, mas muito pouco.

Mas há Saramago, e ele consegue fazer magia com um cão. O Achado é o grande personagem desta Caverna, onde pouco acontece que realmente interesse para além dele.

Para mim, foi um enorme prazer, como sempre. Para quem não conhecer ainda Saramago, há melhores livros para começar.

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Andei meses a tentar encontrar romances históricos que tivessem como pano de fundo a Grécia antiga e que me parecessem de qualidade (fora isso, há muitos). Bom, parece-me que encontrei. Mary Renault escreveu bastante sobre a Grécia e este livro é a segunda parte de uma trilogia sobre Alexandre.

 

A história é a de um eunuco persa que acaba por ser levado para a "corte" de Alexandre e que se apaixona pelo seu senhor. É muito interessante ver a ocupação da Pérsia a consumar-se pelo ponto de vista dos persas. Em relação à história do rapaz e da sua paixão pelo conquistador, bom, pronto, faz parte mas chateia um bocado.

 

O que faz alguma impressão é o retrato de Alexandre ser um retrato de intensa perfeição. Ele tem sempre a palavra certa, o pensamento correto, um génio aboluto. Mesmo os episódios em que  ele errou há uma capacidade de redenção que, enfim, parece forçada. Alexandre foi um grande homem, disso não há dúvida, mas certamente foi também bastante rude e bárbaro, cheio de imperfeições, como qualquer homem em qualquer época. Ou seja, ele parece muito mais um santo (daqueles assim mesmo a sério, bonzinhos e tal) do que um homem…

 

O livro é longo, é preciso gostar muito desta "zona" histórico-geográfica para o apreciar sem achar maçador. Eu não consegui. 

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O Man Booker Prize já tem a shortlist para este ano. Se há prémio que me tem dado bons livros para ler, é este (claro que não estou a contar com o Nobel, isso é outra dimensão). Tanto os vencedores como os que ficam na shortlist costumam ser belíssimas escolhas

 

http://www.themanbookerprize.com/

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Before...

06.09.12

E agora a notícia da década!

Os Before Sunrise e Before Sunset vão ter continuação…

E, mais uma vez, eu tremo de emoção. E também de medo. O final perfeito do Sunset pode ser continuado? Bom, a verdade é que fiz a mesma pergunta sobre o Sunrise e a verdade é que sim, deu para continuar e foi tão bom como o primeiro.

Ainda por cima, passa-se na Grécia. Será que os apanho por lá?...

http://oarrumadinho.clix.pt/2012/09/before-midnight.html

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