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Isto de o meu blog ter alguns visitantes - digo isto porque, durante muito tempo, não tinha mais que 2 ou 3, todos conhecidos - tem uma vantagem na qual eu nunca tinha pensado. Veja-se o que aconteceu com o post anterior. Vários leitores vieram lembrar os grandes contistas que eu esqueci, e alguns deles até já li.

Por isso, não liguem ao meu post mas sim aos comentários que estão cheios de boas sugestões.

Obrigado!

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Acho que, afinal, ao fim destes anos todos, eu não gosto lá muito de contos...

Quer dizer, eu sei lá se gosto ou não de contos…

A verdade é que raramente tenho lido contos que me tenham enchido as medidas - talvez a exceção seja a Flannery O'Connor e, mesmo assim, tenho dúvidas;  talvez Kafka, é mais provável que esse sim. Um destes dias tenho que procurar, aqui no pedrices, textos que tenha escrito sobre livros de contos. Não sei se alguma vez senti isto tão claramente como agora. Eu quero gostar de contos: eles são breves, fáceis de ler, rápidos. Porque é que nunca me convencem? Porque é que desaparecem tão rapidamente da minha memória? Até os do Saramago…. Bom, se calhar, é normal por isso mesmo, por serem contos. Não sei, é para pensar melhor depois. Posto isto, segue a opinião sobre um livro de contos...

Há bastante tempo que tinha este livro para ler. Mas também um receio. Gostei tanto de A Sangue Frio, um livro incrível que, depois, quando li o Boneca de Luxo, fiquei desiludido. Receava, portanto, que acontecesse o mesmo com estes contos.

No início, não há grande coisa para ler. Os primeiros contos são breves e leves, dificilmente marcam. Parecem mais ensaios para tentar mais tarde a sério.

O primeiro conto que entusiasma chama-se Garrafão de Prata, uma história com alguma ternura e em que se revela o talento de Capote. Depois, há o intrigante Miriam com uma rapariga que aparece do nada, e que ao mundo do nada parece pertencer. Não é uma fórmula original mas é interessante. E a atmosfera que Capote consegue criar é digna de nota.

Em termos formais, gostei particularmente do divertido A minha versão das coisas - com um final surpreendente. Este é provavelmente o único que me vai ficar (bom… talvez também O Almoço do Dia de Ação de Graças). De resto, são assim estes contos: pequenas histórias, agradáveis de ler e muito bem escritos, mas sem nada que marque verdadeiramente.

Mas, volto a dizer, A Sangue Frio é um livro incrível. E, de qualquer forma, confirma-se que Capote é um escritor muito talentoso, o que me faz continuar a querer ler livros dele. A Harpa de Erva há de ser o próximo.

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The Top!!

Os The Cure tocaram o The Top!

E o Just One Kiss... Até tive que ir vasculhar para me lembrar que música é essa.

Foi assim na Suécia:

open, high, the end of the world, lovesong, push, inbetween days, just like heaven, from the edge of the deep green sea, three imaginary boys, the hungry ghost, play for today, a forest, if only tonight we could sleep, pictures of you, lullaby, bananafishbones, the walk, friday i'm in love, doing the unstuck, trust, want, wrong number, one hundred years, end,
E1: the top,
E2: dressing up, the lovecats, the caterpillar, close to me, just one kiss, boys don't cry

 

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Hesitei bastante antes de escrever este texto. Não tenho intenção, neste blogue, de ir mais longe do que deixar as minhas impressões de leitura. Tanto quanto possível, gosto de ficar pelo literário. Mas este livro é tão provocatório, a um certo nível, que apetece responder ponto a ponto aos insultos que Henry Miller faz ao seu próprio país. Por outro lado, parece-me que os "argumentos" são tão primários que é melhor deixá-los com quem os produziu e considerar apenas a parte interessante do livro - a viagem à Grécia. Miller descreve nesta obra uma viagem que fez à Grécia pouco antes do início da 2ª Guerra Mundial. O percurso é intenso e muito interessante. Embora haja uma certa tendência para tratar quase tudo como a coisa mais maravilhosa que já se viu na vida. Espero que seja por a Grécia ser realmente assim… Como "companheiro de viagem" Miller é muito interessante. O problema é que resolve dar lições de moral a tudo e a todos, imbuído de um espírito de "regresso à pureza" que a viagem à Grécia faz com que lhe suba à cabeça de forma desmesurada. Isto não me devia merecer tanta atenção mas vou dar um exemplo: Miller diz, a certa altura, qualquer coisa como o mais velho edifício de Creta ir permancer em pé quando o mais novo dos Estados Unidos já tiver ruído. E isto é tão desnecessário, tão boçal que eu não compreendo sequer que este livro seja bem considerado, em termos intelectuais. Então para dizer bem da Grécia é preciso dizer mal de outros povos? Ou será que Miller o quer fazer a todo o preço e sem qualquer escrúpulo? É pena. Uma das experiências mais enriquecedoras que a história dá é essa capacidade de perspetiva, de perceber as várias camadas que vão compondo aquilo que fomos e o que vamos sendo. Miller parece só ver uma. É triste.

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Tá melhor :)

 

Concerto dos The Cure em Barcelona com 3 encores. Será mais isto que vai acontecer em Lisboa...

 

Plainsong, Pictures Of You, High, The End Of The World, Lovesong, Push, Inbetween Days,Just Like Heaven, From The Edge Of The Deep Green Sea, The Hungry Ghost, Play For Today, A Forest, Bananafishbones, Lullaby, The Walk, Mint Car, Friday I'm In Love, Doing The Unstuck, Trust, Want, Wrong Number, One Hundred Years, Disintegration,

E1: The Kiss, If Only Tonight We Could Sleep, Fight,

E2: Dressing Up, The Lovecats, The Blood, The Caterpillar, Close To Me, Just One Kiss, Let's Go To Bed,Sleep When I'm Dead, Why Can't I Be You,

E3: Boys Don't Cry

 

Surpresa das surpresas: The Kiss!

E The caterpillar!

Neste link, uma parte do concerto!!!

http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2012/06/01/todo-o-show-cure-ao-vivo-no-primavera-sound-2012-em-barcelona.htm

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Pois é… o tal livro do Simon Baker deixou-me com uma vontade enorme de ler mais sobre Roma e, por isso, nos últimos tempos tenho estado bastante dedicado a isso.

Este é capaz de ser o romance a destacar. Trata-se de uma autobiografia ficionada do imperador Cláudio. No entanto, na verdade, este livro é pretexto para contar a história do império desde César até Cláudio. O livro termina com Cláudio a ser nomeado imperador. Portanto, não é sobre Cládio, é sobre os imperadores antes dele.

Não é um livro fácil de acompanhar devido à intensa intriga que lhe está subjacente. Há dezenas e dezenas de personagens, quase todos envolvidos em algum tipo de conspiração, ora como perpetradores, ora como vítimas. O narrador é um Cláudio já bastante idoso que, olhando para trás, resolve escrever para os leitores de "daqui a 2000 anos", ou seja, para nós.

É um livro intenso e, dentro do género de romance histórico, é capaz de ser muito difícil encontrar melhor e mais rigoroso. Desde que não contemos com Yourcenar, pois claro.

De qualquer forma, é uma excelente incursão ficcionada no mundo dos primeiros imperadores romanos.

Existe também um segundo livro, Cláudio o Deus que é a continuação. Pelo que percebi, esse sim, aborda o "reinado" de Cláudio. Vou lê-lo e depois cá deixarei o comentário.

Em paralelo com este livro fui vendo a série da BBC com o mesmo nome. Isto fez com que fosse mais fácil acompanhar as tais intrigas. A série é bastante fiel ao livro e muito interessante, embora curiosamente seja menos empolgante que o livro.

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Ontem fui rapidamente ver a exposição sobre Saramago na nova sede da fundação.

Foi apenas uma passagem rápida, só para assinalar o momento. Adorei ver os livros todos pelas paredes, adorei ver as fotos, os rascunhos, a medalha do Nobel. Adorei ver a Pilar.

 E serviu para decidir que o livro que vou reler este ano (leio sempre Saramago por ocasião do aniversário da sua morte - é a minha homenagem) será A Caverna.

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