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Exposição

19.07.09

Uma amiga vai fazer uma exposição.

 

Só vai ser possível vê-la durante algumas horas, na próxima quarta-feira. E eu diria que oportunidades destas não surgem muitas vezes. Talvez por isso faça sentido ser tão breve.

 

Quem puder, passe por lá!

 

 

Magali Marinho|Pedro Ferreira

 

 

O Projecto 'a sala'   apresenta: espaço, uma exposição de Maribel Sobreira, quarta-feira, dia 22 de Julho, das 19h30m às 23 horas.
(Esta mostra estará patente somente neste curto espaço de de tempo.)
 
Travessa Convento da Encarnação, nº16, 3ºDrt, 1150-116, Lisboa (Junto à Calçada de Santana)
 

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Bom… pronto… confesso… Não percebi nada, ou melhor quase nada. Mas deve ser isto que eu gosto nestes livros de divulgação científica, o facto de perceber tão pouco que cada pequena coisa é, para além de informação completamente nova, uma grande vitória pessoal. Descortinar uma frase e atingir o entendimento daquilo que lá está, às vezes apenas por um breve instante, é assim uma espécie de Nirvana.
Stephen Hawking esforça-se, e muito, para tornar os mistérios da ciência acessíveis. Não é lá muito bem sucedido, acho eu. Ou então sou eu que sou invulgarmente incapaz…. Bom, já li o Cosmos do Carl Sagan ou a Breve História de Quase Tudo do Bill Bryson e nesses não se pode dizer que não percebi. Aí a dificuldade é outra: passado algum tempo, já não consigo reconstituir mas, de qualquer forma, percebi quando estava a ler, e aprendi imenso.
Com este Universo Numa Casca de Noz Hawking leva-nos a passear pelo universo. Fala-nos de Einstein e da teoria da relatividade e da quântica (sim, consegui ficar com uma ideia do que isso é!) e, depois, explora as possibilidades de dobrar o tempo (pois… o tempo é curvo, ou melhor, o tempo-espaço é curvo…) e de viajar através dele. Enfim, tudo fascinante mas tudo muito difícil de atingir, literal e subjectivamente.
Hawking tem ainda um capítulo sobre o que serão os homens do futuro e, sinceramente, há muitos livros de ficção científica que não conseguem ser tão radicais. Fascinantes as previsões que faz (e horríveis também, em vários sentidos).
Uma nota também para as ilustrações, muito úteis par a uma melhor compreensão do texto.

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O Palácio dos Sonhos corresponde à sede de um estranho e misterioso ministério que controla, verifica, classifica e interpreta os sonhos de todos os cidadãos do império otomano. Nele trabalham funcionários presos a uma rotina e burocracia cruéis, não havendo espaço para a individualidade. Trabalhar lá significa, normalmente, deixar de gostar do mundo fora das paredes do Palácio.
 
Partindo disto, numa trama kafkiana, Kadaré desenha uma história surpreendente e entusiasmante, cheia de intriga política, traição e mistério. Um grande escritor, agora sem dúvida nenhuma.

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Há livros que são mais importantes por criarem um personagem marcante, do que por outra coisa qualquer. Ora, Petchórin, o herói desta obra, é um desses personagens. Tão detestável quanto capaz de gerar admiração. É egoísta, vaidoso, sem escrúpulos, mau… mas irresistível.
 
Posto isto, não sei se haverá muito mais para dizer sobre este livro. O tom é aborrecido e banal, os personagens não são muito desenvolvidos, com excepção do herói. O interesse daquilo que lhe vai acontecendo é bastante relativo. Quase diria que apenas uma das páginas deste livro vale verdadeiramente a pena, aquela em que Petchórin se define, expondo a sua forma de estar e de pensar.
 
Se é para conhecer “maus” que são fascinantes, continuarei com o Dorian Gray de Oscar Wilde. Ou talvez Tom Ripley (mas no filme, que é bem melhor que o livro de Patricia Highsmith).

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Pode-se escrever um ensaio a dizer mal da religião ou das suas instituições. Pode-se fazer muita coisa e não é difícil ter boas razões para isso. Diderot optou, aqui, por escrever um livro de denúncia de uma prática odiosa – a de obrigar mulheres a entrarem para um convento sem que estas o desejassem.

 

Não é tanto a literatura que aqui fica para se ler. A esse nível, há uma escrita competente, eficaz e elegante. No entanto, nada de marcante, nada que não se consiga encontrar com facilidade e com igual ou maior brilho. É pelo poder de denúncia que o livro de Diderot se destaca. Também por isso, devia ser mais curto. O rol de desgraças que acontece a esta pobre mulher, obrigada a ser freira, vai perdendo algum impacto por nunca parar de acontecer sempre algo pior e ainda mais revoltante.

 

Não é bom, quando começamos a achar rídiculo aquilo que só devíamos achar chocante.

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Walzer argumenta de forma brilhante. E, só por isso, já é um prazer lê-lo. Este livro, reúne uma série de textos que escreveu ou apresentou e que aprofundam a sua teoria da guerra justa. E é precisamente assim que tem que ser lido, como um livro de teoria política, o que não é a mesma coisa que um livro sobre política ou relações internacionais. Mas, mesmo assim, Walzer é extraordinário na forma como liga a teoria à prática, tendo ensaios sobre o Iraque, o Kosovo, a Palestina, relacionando estes casos com a sua teoria.
 
 
 
É com base naquilo que deve ser que se devem tomar as decisões, não por aquilo que parece, que pode, ou que se gosta. Essa é a lição de Walzer, que devia ser lida por muitos.

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Não tenho prestado muita atenção à literatura portuguesa ultimamente. Por isso, resolvi conhecer este autor, sem saber absolutamente nada sobre o que poderia ser este livro.
 
Fiquei surpreendido. Não sei se é ignorância por não estar muito a par do que por cá se vai escrevendo mas não esperava encontrar um policial. Pode não ser bem esse o género em que se encaixa, mas é também. A história é relativamente interessante, embora previsível, e constitui um entretenimento agradável. Não há grande literatura aqui. Mas há uma escrita suficientemente interessante para merecer alguma atenção a quem gosta de um livro para se divertir.

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As saudades que tinha de Musil! Foi uma das minhas descobertas literárias mais surpreendentes do ano passado (é ver o post) e, desde então, que andava para voltar a ler um livro seu. Ainda não foi desta que me lancei no Homem sem Qualidades mas lá chegarei…
 
Na primeira parte do livro, sob o título Três Mulheres, encontramos três novelas, sendo que a primeira destas, a lembrar Kafka, leva-nos para um Musil que escreve terrivelmente bem. E é terrível porque provoca desconforto, não é fácil acompanhar esta história bizarra que envolve o adultério.
 
Já a novela A Portuguesa, também bizarra, acaba por ser a menos interessante. Apesar disso, todo o brilhantismo da escrita de Musil está presente.
 
No entanto, na terceira, Tonka, tudo aquilo que Musil parece ser capaz de fazer, se revela. Não tenho memória de alguma vez ter lido uma narrativa curta tão boa quanto esta. Trata de uma história de amor, narrada de forma a fazer emergir os binómios inultrapassáveis que estão presentes em qualquer relação: acreditar/não acreditar, confiar/desconfiar, amar/odiar, etc. Para além disso, leva a dúvida até ao absurdo, até ao ponto em que o impossível passa a ser plausível pela força de acreditar. Mas, no fundo, ninguém acredita no impossível, embora se consiga viver acreditando que sim, que se acredita… Musil é um observador atento e implacável. Não perde tempo a florear, a detalhar. De repente, numa frase curta e afiada, explica tudo sem nos poupar.
 
O segundo conjunto de novelas tem o título União – Duas narrativas. E o nível que vem de Tonka mantém-se numa delas, A Consumação do Amor. Nesta, Musil toca novamente no tema do adultério, conseguindo ser tão penetrante como poucos. A grande literatura faz-se disto, de escrever sobre o que qualquer um poderia escrever mas fazendo-o como mais ninguém faria. O que se vai passando na mente de Claudine, arrepia, faz impressão, mexe connosco, leva-nos a julgá-la, provavelmente, com severidade. Mas Musil faz muito mais, torna-se de tal forma ela, no seu relato, que consegue expressar e transmitir sensações e ideias que não é normal conseguir encontrar assim, em palavras. E, por isso, a escrita de Musil me fascina tanto. Não é só em termos estéticos que ela é genial, é também na capacidade de exprimir o indizível.
 
J.M. Coetzee tem um texto sobre Musil, e sobre estas novelas, pode ser lido aqui: http://www.xs4all.nl/~jikje/Essay/coetzee.html
 
 
 
Obrigado, R, pelo Torless. Sem ti, talvez nunca tivesse descoberto Musil ;)

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Mesmo sem ter lido Jane Austen, é muito provável que se conheçam algumas das suas histórias. Ou devido aos filmes baseados nas suas obras, ou porque os seus enredos são tão paradigmáticos que todos acabamos por nos confrontar com eles em algum momento.
 
Em Orgulho e Preconceito a linha é a de sempre: um texto bem escrito, com uma elegância invulgar (e ao ler em inglês percebe-se isso ainda melhor), apresentando um retrato fiel e pormenorizado da burguesia inglesa da sua época (o livro é de 1813). Para além disso, apresenta personagens plenas de modernidade, capazes de, pelas suas acções, nos inspirarem.
 
Mas para além de um agradável entretenimento, os livros de Austen estão cheios de lições de vida e de máximas que deviam ser conhecidas por todos. A autora vai pontuando o texto com pequenos apontamentos que são, muitas vezes, capazes de nos levar a fechar o livro por alguns momentos para ficarmos a pensar. E, creio, é precisamente isso que faz de Jane Austen uma escritora tão relevante.
 
É verdade que é preciso gostar do género, não é para todos. Porém, quem tira prazer de um romance clássico, cheio de mentiras, enganos, más interpretações, amor, ciúme, paixão, traição, etc, encontra em Orgulho e Preconceito um exemplar do que de melhor há no género.

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Pina Bausch

01.07.09

Há perdas que tocam fundo na alma

 

http://static.publico.clix.pt/docs/cultura/pinabausch/

 

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